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Josias Pereira

Coutinho: alegria de uns, tristeza de outros

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PUBLICADO EM 08/01/18 - 03h00

Antes de mais nada, um feliz 2018 a todos. Principalmente para Philippe Coutinho. Sua transferência para o Barcelona, uma fábula já contada desde o meio do ano passado, concretizou-se na mais pura realidade. Um baque para os torcedores do Liverpool, que viam no brasileiro a chance de preencher a lacuna deixada por Steven Gerrard, o último grande ídolo da agremiação vermelha da terra dos Beatles. Talvez por entender ao extremo o sentido de lealdade, um legado deixado pelo icônico número 8 de Gerrard em Anfield Road, os fanáticos Reds se sintam agora traídos. Mas não havia como segurar Coutinho. O Barcelona, conhecido pelo histórico de craques brasileiros, precisava de um herdeiro digno.

Dizia eu em colunas anteriores que o Barcelona, baqueado com a saída de Neymar, precisava responder à altura no mercado. E a resposta, com um certo atraso, veio agora. E, convenhamos, saiu bem mais caro do que o combinado. Especula-se que a transação tenha girado em torno de € 163 milhões (cerca de R$ 633 milhões), a mais cara da história do Barcelona.

Façamos, então, um cálculo. Desde que Neymar deixou o clube pelos € 222 milhões do PSG, a equipe culé abriu seus cofres para contratar o brasileiro Paulinho por € 40 milhões (R$ 150 milhões à época); e Dembélé, adquirido por € 105 milhões (R$ 392 milhões), em uma transação que ainda poderá obrigar os catalães a pagarem mais € 40 milhões (R$ 149,5 milhões) de variáveis em bônus.
Somando a investida final por Coutinho e a não inclusão dos bônus a Dembélé, o Barcelona gastou mais de € 300 milhões (R$ 1,17 bilhão) desde que os € 222 milhões de Neymar caíram na conta. Curar o orgulho ferido também pesa no bolso. E olha que Coutinho não poderá jogar a Champions por já ter atuado pelo Liverpool na competição.

Em um semestre, os blaugranas, que já contam em seu elenco com Messi e Suárez, gastaram mais no mercado que o Manchester City, o principal comprador da última janela, com a incrível fortuna de 221,5 milhões de libras (R$ 894 milhões).

O Barcelona poderia ter optado por Coutinho já na última janela ao invés de ter investido uma enorme quantia em Dembélé, um ponta com enorme potencial, mas que, de fato, vai parar no banco de reservas nesse novo Barcelona que se desenha com Coutinho, Paulinho, Messi e Suárez.

Enfraquecimento. Nessa longa novela envolvendo Coutinho, percebe-se, por um lado, o poder de barganha do Liverpool, que não cedeu até que a transação chegasse ao patamar desejado, mas também é notória a dificuldade que os Reds vêm tendo de se estabelecerem nas negociações.

O desejo de qualquer torcedor é que seu time seja o sonho final de todos os atletas, não um clube de transição. Porém, nos últimos anos, os seguidos insucessos do Liverpool têm feito com que os jogadores tomem o time como um trampolim. A última conquista expressiva dos Reds foi a Champions na temporada 2004/2005. A equipe não sabe o que é ganhar um Campeonato Inglês desde 1990. Jejuns que limitam a influência do clube frente aos seus atuais rivais bilionários na Premier League.

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