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Josias Pereira

Falta profissionalismo, e isso mata o prazer

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PUBLICADO EM 18/12/17 - 03h00

Passado o período de férias, retomo minha coluna Pelo Mundo. Foram dias de descanso, mas também de muito esporte. Tive a oportunidade de voltar aos Estados Unidos para, dessa vez, fazer uma pequena peregrinação por alguns palcos que indico a qualquer amante do esporte. Os norte-americanos realmente estão acima quando o assunto é experiência para os torcedores e fãs. Aquele papo de espetáculo que sempre ouvimos é a mais pura verdade, está incluso em cada detalhe, minimamente, preparado para que todos os presentes desfrutem do evento.

E dói voltar à realidade brasileira quando me deparo com as cenas lamentáveis protagonizadas no Maracanã durante a final da Copa Sul-Americana, na última quarta-feira. Ir a qualquer estádio brasileiro é sempre uma situação de risco, mesmo existindo um estatuto que trata o torcedor como um consumidor. Parece que há um conformismo completo com as condições, muitas vezes lamentáveis, oferecidas pelos palcos e os organizadores do futebol brasileiro. Não adianta termos arenas de primeiro mundo sendo que toda a estrutura oferecida a quem consome é gerida de forma amadora.

E, diga-se de passagem, a equação valor de ingressos x qualidade de experiência esportiva não significa preços inflacionados. Considerando os preços praticados em dólar, sem a conversão do gasto em real, é possível assistir a jogos das maiores ligas esportivas norte-americanas por preços de US$ 35 a US$ 10, todos praticados em ginásios e estádios de última geração e com wi-fi funcionando em todos os setores de forma gratuita. Essa é a diferença quando o esporte é tratado como um negócio.

A profissionalização alcança toda a cadeia de produção, e todos saem beneficiados.

É curioso quando várias pessoas no Brasil criticam o fanatismo pelo futebol, acusando a modalidade de ser o motivo do atraso do país. O problema não é o futebol. O problema é estrutural. Os Estados Unidos possuem quatro ligas esportivas bilionárias, além de centenas de campeonatos, que vão desde o jardim de infância à faculdade, e nem por isso são taxados de amantes do ‘pão e circo’.

Seriedade. É preciso levar o esporte a sério, pois a memória de um povo também está expressa em suas conquistas nas quadras e nos campos. As modalidades definem características que logo são ligadas a um povo. Não por acaso, o Brasil é o país do futebol aos olhos do mundo. Agora, resta aos gestores que administram essa alcunha a responsabilidade de oferecer a quem fez o Brasil chegar a esse patamar, no caso, nós, os torcedores, uma experiência digna de levar sua família a um estádio sabendo que aquele dia será de lazer e não de barbárie.

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