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Leandro Cabido

A torcida do Cruzeiro e seu início espetacular

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PUBLICADO EM 06/02/18 - 03h00

Quem ousar discutir sobre torcida com o cruzeirense em 2018 é, no mínimo, insano. Digo isso sem receio algum. Não me lembro de públicos tão grandes em primeira fase de Campeonato Mineiro, que naturalmente atrai menos audiência. Isso só mostra a sinergia entre os torcedores, time e, porque não, diretoria.

É notório que a política empregada pela nova gestão está atraindo mais fãs ao Mineirão. Colocar 50 mil contra o América, com chuva, não é para qualquer um. Muitos fatores levam a esse resultado, mas a ousada estratégia de marketing, consolidada com um time muito forte, é a receita para esse sucesso.

A Raposa é muito grande e é um dos poucos clubes do futebol brasileiro que pode se dar ao luxo de tentar manter uma média elevada em seus jogos. E o importante desse processo é que a relação público e sócio fica ainda mais evidente. O Cruzeiro sequer abriu venda física para o compromisso do último fim de semana, repetindo o feito que aconteceu na decisão da Copa do Brasil contra o Flamengo. Fica claro que o futuro passa pela lógica de quem banca o clube é o sócio-torcedor, um dos grandes pilares do atual comando celeste.

A premissa de que preço baixo do ingresso atrai público é óbvia, mas ainda vejo muita gente discutindo a renda do jogo, como se isso fosse um dos principais fatores de sustentação de um clube. Não é.

Estádio cheio gera outros recursos dentro da própria arena para o clube e, principalmente, para o espetáculo televisivo. O produto se torna muito melhor quando ele é condicionado a um público grande. Para se entender melhor: a renda de uma partida de futebol é importante, mas é melhor perder um pouco na bilheteria e faturar muito mais com outras fontes, como TV, patrocínio, sócios e vendas de produtos licenciados no longo prazo. O engajamento que isso traz é imensurável.

Aos outros clubes, fica o exemplo. Cruzeiro e a China Azul estão mostrando como se faz. Afinal, colocar 118.333 torcedores, com uma média de 39.444 é para poucos. Pouquíssimos.

Filadélfia em chamas. No último domingo, a cidade da Filadélfia, berço da independência dos EUA virou do avesso. O motivo? A improvável vitória no Super Bowl LII, em Mineápolis, quando o Philadelphia Eagles passou por cima de New England Patriots, do renomado Tom Brady. A história seria mais uma de conquista no futebol americano, mas alguns momentos da jornada deixaram claro que esta era especial.

O melhor jogador do time, o jovem Carson Wentz se machucou gravemente no fim da temporada regular, deixando a torcida e o sonho da conquista muito distante. Eis que o reserva, Nick Foles começava a ser protagonista de uma história improvável. Ele era titular do time em 2013, mas deixou a cidade, foi para outra franquia, não se ajustou, cogitou a aposentadoria, mas resolveu aceitar o convite para voltar e dar a volta por cima.

Condicionados a ‘underdogs’ – ou azarões – Foles liderou a armada rumo à conquista, derrubando favoritos e com direito a drama na decisão. Foi o primeiro título de Super Bowl dos Eagles, decretando feriado na famosa cidade estadunidense. 

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