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Leandro Cabido

Atlético e sua temporada de ilusões

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PUBLICADO EM 10/10/17 - 03h00

Baseado em afirmações, muitas vezes protagonizadas pela própria imprensa, outras pelo grande otimismo do torcedor, digo que a temporada do Atlético é mais do que decepcionante. Diria que, em alguns momentos, ela chegou a ser catastrófica. Tudo isso acontecendo debaixo dos narizes de todos os envolvidos com o futebol alvinegro, e nada foi feito para que o problema fosse resolvido.

O técnico Roger Machado, recém-chegado, ainda não conhecia o que tinha em mãos e, por isso, talvez, não fez a contratação que muitos esperavam para o clube: a de um grande zagueiro. Ou talvez tivesse feito, com a chegada do fraco Felipe Santana, contratado após boa e velha passagem pela Alemanha.

O sistema defensivo do Galo já era um caos desde que Daniel Nepomuceno assumiu o cargo de presidente do clube, e, ainda assim, ele priorizou as contratações milionárias de jogadores para o ataque. Até mesmo o volante Elias, o grande reforço da temporada 2017, é um atleta que sai melhor para o jogo do que marca. Esse desequilíbrio já era alertado pelo técnico Marcelo Oliveira – que na época soou muito mais como uma desculpa pelo fracasso em sua saída do que um conselho na cabeça dos dirigentes.

A falta de um planejamento e uma ilusão de que o clube tinha um grande elenco fizeram com que a diretoria cometesse erros após erros ao longo dos meses. Por incrível que pareça, o título mineiro em cima do instável Cruzeiro, à época, contribuiu ainda mais para que essa crença continuasse. Definitivamente, o Atlético em momento nenhum empolgou. Nem mesmo a liderança geral na fase de grupos da Copa Libertadores foi suficiente para que enxergássemos uma equipe coesa, forte, a ponto de intimidar algum adversário.

A queda de Roger, após um início de Brasileirão abaixo da crítica, reforça algumas convicções negativas. O período de pouco mais de um mês com o inexperiente Rogério Micale na chefia técnica do Galo continuou mantendo o nível deprimente de futebol apresentado, que chegou a seu ápice nas eliminações para o Botafogo, na Copa do Brasil, e para o Jorge Wilstermann, nas oitavas de final do torneio internacional. Contra os bolivianos, um vexame sem tamanho, que entrou para a história como o maior fiasco do clube no torneio. Fato comprovado semanas depois, quando o argentino River Plate conseguiu fazer oito gols em um mesmo jogo contra o algoz do atleticano, que não chegou a sofrer nenhum diante dos mineiros em duas partidas.

A gota d’água foi a derrota nos pênaltis para o Londrina, na decisão da inexpressiva Primeira Liga. Não que o título fosse salvar a temporada, mas é inaceitável o Atlético não se impor diante de um adversário da Segunda Divisão. Nomes como Fred e Robinho já não intimidam ninguém. E Oswaldo de Oliveira, atual treinador, fará o que puder para tentar manter a dignidade até o fim do ano.

Vencer é sempre consequência de um trabalho bem-feito e planejado. A conquista é o resultado de muita determinação e força de vontade, que, com humildade, se chega ao resultado. A ilusão do Galo na temporada foi acreditar que esse time fosse muito melhor do que ele realmente é. Sem planejamento, então, é apenas um retrato da realidade que impera em Lourdes.

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