Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Leandro Cabido

O raio X de um 2017 marcante

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
PUBLICADO EM 05/12/17 - 03h00

O ano de 2017 ainda não acabou, mas convenhamos: a análise já está consolidada. Para o futebol mineiro, um ano de conquistas. Pelo menos esse é o sentimento de torcedores do América e do Cruzeiro, que conseguiram alcançar seus objetivos na temporada. A decepção fica por conta do campeão mineiro, o Atlético, que não se encaixou e amargurou sua legião apaixonada.

Mas, primeiramente, vamos falar dos outros. Temos um Corinthians, que se consolidou com o título brasileiro já no primeiro turno da Série A após ser chamado de “quarta força” do futebol paulista. Calou os críticos com um futebol lúcido e inteligente, faturando também o Estadual. Fábio Carille passou de treinador tampão para alcançar um status importante dentro do cenário nacional. O Timão também teve a redenção de Jô, que deu a volta por cima no clube que o revelou.

Outro destaque, e dos grandes, foi a temporada do Grêmio. Mesmo não vencendo o Campeonato Gaúcho – quem diria, caiu nas mãos do Novo Hamburgo –, fez um Brasileirão muito bom, com desempenho invejável na Copa do Brasil, e completou faturando o tricampeonato da Copa Libertadores. O ano pode até culminar no título Mundial, por mais distante que isso possa parecer.

E os mineiros, Cabido? Pois bem. Conforme antecipado, a Raposa foi brilhante, principalmente na hora da verdade. O time estrelado teve sua opção de jogo já definida por Mano Menezes desde o início do ano, chegou a balançar após a queda para o rival no Mineiro, mas foi suficientemente forte para se reerguer e faturar o pentacampeonato da Copa do Brasil.

O quinto lugar no Campeonato Brasileiro poderia ter sido melhor, mas uma primeira metade instável atrapalhou os planos na briga pelo título. Talvez a implosão política, após a conquista, tenha ofuscado um pouco a imagem nessa reta final. Agora, é esperar para ver o que esse time – leia-se diretoria – será capaz de fazer no ano que vem.

Ao América, só as honras. Uma equipe promissora, que já mostrava sua força no Mineiro, mesmo eliminada na semifinal. Focou suas atenções na Série B, na qual fez mais do que precisava: sagrou-se campeão nacional pela segunda vez. Um feito marcante, que só mostra o quanto time, comissão técnica, diretoria e americanos estavam unidos em prol do objetivo.

Por último, o Atlético, com uma temporada cheia de dor de cabeça para a torcida. Talvez o momento mais angustiante tenha sido a eliminação para o Jorge Wilstermann-BOL nas oitavas de final da Copa Libertadores, mas a nona posição final no Brasileirão também machucou seus torcedores. O alto investimento não trouxe os resultados desejados em campo. A falta de planejamento de elenco e também a ausência de um homem forte nos bastidores do futebol alavancaram o problema.

A sensação é que o ano de 2017 foi de crise crônica no Galo. Para salvá-lo, uma nova possibilidade na Copa Libertadores é ter que torcer para o Flamengo ganhar a Copa Sul-Americana. Já que não conseguiu a vaga pelas próprias pernas, cabe agora torcer por um título de um grande rival para conquistá-la. Fazer o quê?

O que achou deste artigo?
Fechar

O raio X de um 2017 marcante
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório
Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter