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Leandro Cabido

Primeiras impressões da nova temporada

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PUBLICADO EM 23/01/18 - 03h00

O ano mal começou, mas já podemos fazer algumas observações em relação aos grandes times da capital. Óbvio que ainda é muito cedo, mas vislumbrar possibilidades é uma das nossas obrigações. Apesar de ser no Campeonato Mineiro, no qual os adversários são bem menos resistentes do que estão acostumados, América, Atlético e Cruzeiro já me chamam atenção, cada um a sua maneira. Aliás, o trio tem a mesma pontuação na competição estadual, com uma vitória e um empate cada.

A Raposa começou a temporada com vitória e estádio cheio, dominando completamente a equipe do Tupi, que não ofereceu muita resistência. O importante no duelo foi ver a movimentação de alguns jogadores, como Ariel Cabral, que não jogava durante 90 minutos há mais de seis meses. Outro que se posicionou muito bem foi Rafinha, mas a disputa por posição com Arrascaeta não deverá acontecer. Fatalmente, o ex-jogador do Coritiba será mais uma boa opção para o ótimo conjunto que o técnico Mano Menezes vem trabalhando.

O jogo seguinte, no último sábado, foi o empate contra a Caldense, bem treinada pelo técnico Zezito. O Cruzeiro teve bastante dificuldade. Sem Cabral, que condiciona seu jogo com autoridade, a equipe perdeu a saída de bola e quase que totalmente a parte central do gramado. O estádio Ronaldo Junqueira, inclusive, foi alvo de críticas por parte de alguns jogadores, que sentiram a grama mais alta e um local que dificulta as ações dentro das quatro linhas. Quem joga o Campeonato Mineiro há quase um século já devia ter se acostumado com essas situações. De fato, o resultado não agradou, tampouco a exibição dos celestes.

No Atlético, temos duas situações: a de um time completamente reserva contra o Boa, em Varginha, amargando uma igualdade sem gols na estreia, e os titulares no domingo, contra o Democrata, no Horto. Se deu para avaliar alguma coisa no Sul de Minas foi a presença de Erik, que jogou na ponta esquerda e teve alguma lucidez no Melão.

No Independência, o triunfo foi tranquilo em 20 minutos. Interessante ressaltar que foram tempos distintos no Horto, em que o Galo teve domínio amplo e empolgante na primeira metade, enquanto, na segunda, até mesmo com o treinador Oswaldo de Oliveira forçando os titulares em campo para aprimorar a parte física, a equipe relaxou, o que é perfeitamente normal. Bom trabalho de Elias, com dois gols, e ótimo nível de Róger Guedes, que também marcou. Como primeiro jogo, temos que ser pacientes com Ricardo Oliveira, que não conseguiu se impor em momento algum diante do time de Governador Valadares.

Já o Coelho, teve mais dificuldade que a dupla rival. Sem um meia de ligação, fica difícil ter vantagens com Luan e Rafael Moura. É sempre bom lembrar que o clube só tem o Estadual a princípio, já que Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro, os grandes desafios de 2018, começarão mais adiante. Com isso, a obrigação americana me parece um pouco maior neste momento. Até lá, para reforçar o entrosamento, o técnico Enderson Moreira terá um caminho longo para percorrer.

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