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Leandro Cabido

Qual é a distância entre competições?

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PUBLICADO EM 19/12/17 - 03h00

No último fim de semana, dois dos campeonatos mundiais mais importantes foram definidos: o de futebol e o de vôlei, com derrotas brasileiras. Mas afinal: qual é o real nível de nossas competições? Será que nossos clubes estão prontos para um desafio global? A resposta é ampla.

Primeiramente, vamos começar com o torneio de futebol. Real Madrid e Grêmio se enfrentaram nos Emirados Árabes para definir o melhor time do mundo. A resposta, óbvia, devido ao orçamento bilionário, é que os espanhóis levariam uma ligeira (para não dizer enorme) vantagem, como levaram, apesar do 1 a 0.

Para ajudar na abordagem, temos que voltar aos memoráveis anos 2000. Na época, ainda tínhamos seleções jogando no Brasil. Não precisamos dizer que o Corinthians, vencedor da primeira competição mundial chancelada pela Fifa, era uma máquina, que fazia frente a qualquer time do mundo. O vice, o Vasco, era outra equipe invejável.

Porém, o presidente do próprio Real, Florentino Perez, decidiu inflacionar o futebol: montou o time dos galáticos, com estrelas valendo milhões de euros. O Barcelona, que precisava dar uma resposta ao seu torcedor, fez o mesmo. Assim, o resto da Europa respondeu da mesma forma. Todos os nossos melhores jogadores, efetivamente, passaram a figurar apenas e exclusivamente por lá.

Portanto, se até o final da década de 90 os sul-americanos encararam com equilíbrio o desafio no Japão, nos dias atuais é mais um protocolo para saber quem vai perder para o europeu.

Temos que lembrar que a distância atual dos campeonatos domésticos (Espanhol, Inglês e Alemão, principalmente) em relação ao Brasileirão é maior do que a nossa aos outros continentes. E não estamos falando só de investimento pontual, mas sim de um planejamento de como queremos nossas competições.

Para resumir: nossa liga está mais próxima tecnicamente do Japonês do que do Espanhol. E a distância, se não nos organizarmos, tende a aumentar.

No caso do vôlei, podemos dizer que o equilíbrio é maior. A Superliga não está distante do Italiano ou do Russo, mas, mesmo assim, não podemos deixar de falar que são superiores. O Sada Cruzeiro, tricampeão mundial, sofreu nas mãos do Lube Civitanova, atual campeão italiano, e principalmente contra o Zenit Kazan, da Rússia, que venceu o Mundial e também a Champions em 2017.

Os celestes tiveram muitos problemas para tentar conter o saque adversário, e isso é explicado: por mais que se treine, as equipes brasileiras nunca tiveram nesse fundamento sua ação principal. Contudo, quando o Sada foi bombardeado nos rodízios, ele não suportou a pressão. Na Europa é assim: eles estão condicionados a saques potentes em qualquer nível de jogo.

O que vale, tanto para Grêmio quanto para o Sada, é o reconhecimento de um grande trabalho feito na temporada. O vice-campeonato e a medalha de bronze precisam ser valorizados. E, no caso do segundo, não ter um equilíbrio em sua competição acaba prejudicando o próprio sucesso. Por isso, é importante que existam mais equipes do nível do Cruzeiro em nosso vôlei.

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