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Lohanna Lima

A invisível Libertadores feminina

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PUBLICADO EM 12/10/17 - 03h00

É inegável e indiscutível que a Libertadores é a grande obsessão do brasileiro. O torneio é tão idolatrado pelos amantes do futebol que é vivido intensamente antes, durante e depois de término – seja pela ânsia de conseguir uma vaga para a disputa ou pela lamentação após uma dura eliminação na competição, capaz de inflamar os ânimos até do mais calmo torcedor.

Muitos são os elementos que fazem a Libertadores ser tão fantástica: a rivalidade com uruguaios e argentinos, as torcidas que pulsam pelos estádios do continente, além, claro, da chance de os sul-americanos disputarem o Mundial de Clubes contra algum gigante da Europa.

A Conmebol também acha a Libertadores fantástica, tanto que agora ela dura o ano inteiro. A adoração pelo torneio fica nítida logo no sorteio da fase de grupos, com intermináveis atrações e com as presenças de dirigentes dos clubes participantes, além da alta cúpula da entidade sul-americana e de representantes das confederações sempre sorridentes e trazendo aquele ar de importância, o que faz com que o evento lembre de longe uma edição de sorteio de Liga dos Campeões.

Existe, porém, outra Libertadores. Uma competição que não desperta tanto assim o envolvimento do público nem a obsessão citada acima. Você pode não estar nem sabendo, mas a edição feminina começou a ser disputada no último sábado com a presença de 12 clubes, sendo alguns de muita tradição, como Audax/Corinthians, Estudiantes-ARG, River Plate-ARG, Colo Colo-CHI, Cerro Porteño-PAR e Independiente Santa Fe-COL. Ao contrário do torneio masculino, os jogos em estádios pelo continente afora são inexistentes, e as meninas desconhecem aquela sensação de “estádios pulsantes”, um dos charmes da Libertadores. O torneio dura apenas duas semanas e fica concentrado em um país-sede, sendo o Paraguai o anfitrião da edição 2017, abrigando jogos em três cidades: Assunção, Luque e Capiatá.

Na última coluna falei sobre a rodada de estreia do Campeonato Mineiro Feminino que não ocorreu por falta de médicos nos estádios. Ao falar da Libertadores, também sinto informar que parte da rodada inicial também não pôde acontecer devido a uma intoxicação alimentar que afetou diversas atletas.

Em contato com o Audax/Corinthians, único representante do Brasil na Libertadores, a coluna apurou que o problema ocorreu com alguns times da competição, sendo o primeiro adversário do Corinthians e atual campeão da competição, o Sportivo Limpeño-PAR, um dos mais afetados. A alimentação é a mesma para todos os times do torneio, oferecida pela própria Conmebol. Por causa do problema de ordem médica, o torneio precisou ser suspenso por 48h, tendo sido retomado na noite dessa quarta-feira (11).

Em duas semanas, duas competições que têm amplo apoio no masculino sofreram com problemas estruturais no futebol feminino. Este busca uma evolução, mas os obstáculos são imensos, e espero ansiosamente pelo dia em que falaremos da disputa de um torneio feminino sem ter que enumerar paralisações e adiamentos. Infelizmente, esse dia não é hoje.

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