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Lohanna Lima

A Libertadores matou o Brasileirão

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PUBLICADO EM 07/12/17 - 03h00

Eu não sei a impressão que você, leitor, teve no ano passado quando a CBF anunciou que o Brasil teria mais duas vagas na Libertadores e que elas chegariam por meio da classificação do Campeonato Brasileiro. Mas eu logo torci o nariz e explico os motivos. Considero, em primeiro lugar, absurdo o fato de mudanças serem feitas com a competição em andamento. Além do mais, sempre vi a conquista de uma vaga à Libertadores como uma recompensa para as equipes que disputaram, até o fim, o título do Campeonato Brasileiro, uma espécie de “prêmio de consolação”, o que, definitivamente, acabou caindo por terra, do ano passado para cá, com o novo formato da competição continental.

Já com a intuição de que não seria uma coisa boa desde o ano passado, esperei, no entanto, o fim desta temporada para fazer uma melhor análise do que se tornou o Campeonato Brasileiro. Uma competição que sai premiando quase a metade da tabela toda, como no caso deste ano, e que coloca para dentro de um torneio continental equipes que viveram altos e baixos, que chegaram a figurar na zona de rebaixamento e que se mantiveram entre os nove primeiros aos trancos e barrancos. Acabou a recompensa da briga pelo título. No Brasileiro de agora, só os seis últimos não ganham alguma coisinha.

Na noite de ontem, Independiente e Flamengo começariam a decidir suas vidas na final da Copa Sul-Americana e, por tabela, a do Atlético também, que aguarda o possível título da equipe carioca para beliscar sua vaguinha à Libertadores, uma vez que o G-6, que já virou G-8, pode chegar à nona vaga para a competição continental. Veja só, que coisa.

Se a gente for falar de merecimento, o Atlético, pela maneira que se comportou durante todo o ano, com tamanha displicência e falta de competitividade dentro do Brasileiro, não só não merece como estaria muito longe de jogar a tão sonhada sexta Libertadores consecutiva. Em determinadas rodadas, era intrigante falar do Atlético porque os pontos que faltavam para o time se classificar ao torneio eram praticamente os mesmos que os separavam do Z-4.

Nove. Em 2018, nove clubes brasileiros podem estar na Libertadores. Outros cinco, na Sul-Americana. Apenas Sport e Vitória, que escaparam do rebaixamento no apagar das luzes, não tiveram nada a ganhar. Dois, eu disse, apenas dois clubes não beliscaram nada no Brasileiro, além dos rebaixados, obviamente. E eu não consigo entender como tem gente que não vê que isso é um problema, e dos grandes.

Calendário. A extensão da Libertadores até o fim do ano e o término da Copa do Brasil em setembro também são mudanças que precisam ser analisadas neste fim de ano. A disparada do Corinthians, somada ao interesse dos clubes nas duas competições mata-mata, fez com que o Brasileiro passasse a ser deixado em segundo plano ainda no primeiro turno. Sou amante do formato de pontos corridos justamente por ele premiar a equipe mais regular. Porém, para que o Brasileiro de pontos corridos volte a fazer sentido, pelo menos para mim, ele não pode seguir sendo visto apenas como porta de entrada para a Libertadores.

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