Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Márcio Garcia Vilela

Nada mais surpreende nos domínios petistas

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
PUBLICADO EM 14/08/14 - 03h00

Durante os anos em que laborei no setor público, além de gestor, fui também atraído pelo interesse de observador dos resultados. Logo estranhei que, muito fragmentada em matéria de técnicas de gerência, a administração pública não conseguia implantar qualquer padrão mais geral para orientar critérios aplicáveis às suas unidades administrativas.

O resultado mais visível era o predomínio de uma máquina estatal que, no conjunto, salvo honrosas exceções, se metia em enorme confusão, funcionando como uma frota de veículos de um só dono – o povo – descontrolada, sem rumos e objetivos precisos. Sob a liderança do saudoso mestre Paulo Neves de Carvalho, surgiu em Minas, nos anos 60, uma cultura reformista, mais permanente e inovadora, no Executivo estadual, que continua em permanente atualização, notadamente a partir dos dois últimos governos, com notável êxito (choque de gestão).

Na administração federal, conheço pouco do que tenha dado certo, apesar do empenho do ministro Hélio Beltrão e de tentativas mais acadêmicas do ministro Bresser Pereira. O pior estava por vir com os petistas e a malévola coalizão que o nosso guia Lula montou. Só os cerca de 39 ministérios formam preciso panorama de desolação e de inviabilidade.

Estive lendo, na “Veja” desta semana, entrevista do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, a melhor havida, nos últimos anos, depois da gestão de Alysson Paulinelli. No fim da leitura, a conclusão é simplesmente de chorar. Como se sabe, a pasta foi literalmente dissecada em inúmeros fragmentos de órgãos, como se fosse um cadáver, por ministros despreparados e politiqueiros. Até a Embrapa, joia do serviço público, criação de Paulinelli, tentaram piratear. As consequências das ações desencadeadas não se fizeram esperar.

Roberto Rodrigues nos dá notícias delas, por meio do relato do que aconteceu com o programa do álcool de cana, virtualmente canibalizado pelo atual governo da ilustre dra. Dilma. Com o preço defasado da gasolina, praticado como forma equivocada e inepta de segurar a inflação, e a sua repercussão no programa do álcool, já por quase sete anos sem reajustes, a realidade, hoje, segundo Rodrigues, é a seguinte: “Ou se resolve esse negócio, ou o setor entrará em profunda decadência. Há 60 usinas fechadas e mais 30 em recuperação judicial. O efeito dominó é brutal e afeta municípios inteiros (...). A indústria de equipamentos também foi sacrificada. Toda a cadeia produtiva foi duramente afetada”. Eis o curto resumo da festança do petismo.

Note-se que o estrago é apenas uma espécie de “overture” da ópera sinistra em curso na área dos recursos energéticos. Há muitos outros desmandos a acrescentar, se acrescidos o desequilíbrio populista da Eletrobras, a orgia da Petrobras e quejandos! Não compreendo essa senhora ainda deter a dianteira na corrida da sucessão presidencial.

Fanáticos, idiotas e desinformados? Talvez nem tenhamos tantos no Brasil. “Pero, quien lo puede saber?” Os marqueteiros?

O que achou deste artigo?
Fechar

Caos na gestão põe em declínio acelerado as empresas públicas

Nada mais surpreende nos domínios petistas
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório

comentários (1)

Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter