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PUBLICADO EM Mon Feb 12 03:00:42 BRST 2018

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Longe do aperto fiscal do país, o prefeito de Betim, Vittorio Medioli, conta que a situação da cidade é outra. “Conseguimos cortar quase pela metade a dívida de Betim, de R$ 2 bilhões para R$ 1 bilhão, com renegociações e operações de crédito. Conseguimos consertar a situação previdenciária com regressão da dívida de R$ 580 milhões para R$ 350 milhões. Este será um ano de muitas realizações e obras com viadutos, creches, postos de saúde. Vai mudar a cidade”, informa Medioli.

Imagem é tudo

Preocupadíssimo com a imagem, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, limpou cuidadosamente o rosto e o alto da cabeça com uma toalha de papel para tirar qualquer vestígio de suor ou brilho da pele antes de dar entrevista coletiva. Antes, ao falar para empresários durante o almoço-palestra do Conexão Empresarial, da VB Comunicação, em Nova Lima, Meirelles teve o mesmo cuidado no tom e nas abordagens. Também não se esqueceu de exaltar a economia de Minas. Depois da crise, Meirelles disse que o Estado está criando até mais empregos que os demais. Com um viés de candidato/celebridade, Meirelles, chamado por alguns da plateia de “craque”, posou para selfies e recebeu o sorriso de aprovação e o aperto de mão dos grandes empresários mineiros.

FOTO: Fotos Tião Mourão/VB Comunicação

Diretor da VB Comunicação, Paulo Cesar Oliveira; o palestrante do almoço mensal do Conexão Empresarial, ministro da Fazenda, Henrique Meirelles; o diretor da VB Comunicação, Gustavo Cesar Oliveira; e o prefeito de Betim, Vittorio Medioli 

Livre mercado

Rafael Ohana – que também fez parte da plateia junto com seu pai, o fundador do Grupo Klus, Salvador Ohana – saiu satisfeito da palestra do ministro Henrique Meirelles. “O que mais gostei da palestra do Meirelles foi ver que o país está retomando o crescimento e ele (Meirelles) falando sobre o livre mercado. Acho que isso anima qualquer cidadão”, disse Rafael.

FOTO: Tião Mourão/VB Comunicação

O presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Luciano Araújo; Paulo Cesar Oliveira; Maria Inês Narciso; e Paulo Bressane durante palestra do ministro Henrique Meirelles

Contribuição sindical

Durante os últimos anos, Olavo Machado teve o desafio de comandar a Fiemg em meio à mais profunda crise do país. Agora, Luciano Araújo acredita que o próximo presidente da entidade, Flávio Roscoe, terá também mais desafios diante da reforma trabalhista realizada no país. “Teremos a questão dos sindicatos que estarão, agora, com a ausência da contribuição compulsória. É necessário que as indústrias entendam a importância do associativismo, que participem e contribuam. Mas, com isso, os sindicatos precisam prestar serviços e corresponder aos anseios da indústria. O grande desafio é essa reestruturação do sistema sindical, desse novo olhar para enfrentar o novo cenário político no país e o novo momento da economia”, arrematou Araújo.

FOTO: Fotos Tião Mourão/VB Comunicação

Depois de 44 anos no Grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA), o multiexecutivo Cledorvino Belini; Paulo Cesar Oliveira e o vice-presidente da Fiemg, Valentino Riziolli

Receita de emprego

Para aumentar o volume de empregos no país mais rapidamente, Vittorio Medioli dá a receita: “O Estado não pode complicar a vida das empresas. Hoje, o Estado é o maior problema com as burocracias”. Em Betim, o prefeito conta que estão chegando mais de 70 empresas neste ano. “Perde-se muito tempo e espantam-se os investimentos. O Brasil tem que corrigir seus excessos burocráticos”, ensina Medioli, que fundou o Grupo Sada há 41 anos. O aeródromo Inhotim, que vai funcionar em Betim, também vai movimentar as obras na cidade.

Percepção

O ministro Henrique Meirelles acredita que, até o final deste ano, a população já terá uma percepção geral de melhora na economia. Agora, em relação aos altos juros cobrados pelos bancos e na linha do rotativo do cartão de crédito, o ministro disse que não existe um dia mágico para uma queda maior. “Com o tempo e a concorrência dos bancos e persistindo a queda da taxa Selic, os juros vão cair”, disse Meirelles. 

Nova liderança

Rafael Ohana, diretor do Grupo Klus – de moda masculina e de fabricação dos uniformes corporativos Dash –, toma posse na presidência do Instituto de Formação de Líderes (IFL-BH) no próximo dia 26. “Somos apartidários, o IFL não está vinculado a nenhum partido político”, conta Ohana. Para o empresário, o foco na gestão do IFL será cada vez mais na formação de mais lideranças com valores liberais “para podermos mudar o país”.

FOTO: Tião Mourão/VB Comunicação

Fundador do Grupo Klus, Salvador Ohana, ao lado do filho, Rafael Ohana, que comanda o IFL-BH neste ano

Paz na Fiemg

O presidente em exercício da Fiemg, Luciano Araújo, que substitui Olavo Machado, de férias até o dia 5 de março, conta que não existem mais dois grupos concorrentes à presidência da entidade. “Temos um único grupo na Fiemg e vamos trabalhar para unir a classe empresarial, porque já temos muitos problemas econômicos. Agora, é unir a classe para fortalecer cada vez mais a indústria mineira”. Assim, a eleição será com chapa única. “Juntamos os dois grupos (representados pelos empresários Alberto Salum e Flávio Roscoe). Agora, a chapa será encabeçada por Flávio Roscoe, e com isso acabou a disputa”, disse Araújo, referindo-se à eleição marcada para o dia 12 de abril. “É importante a alternância de poder”.

Reflexo da Selic

A queda da taxa básica de juros da economia, a Selic, por 12 períodos seguidos e na última semana, caindo ainda mais – de 7% para 6,75% –, terá um efeito muito positivo. Para Cledorvino Belini, a queda da Selic impulsiona todo o mercado – tanto no consumo como na produção industrial. Com isso, Belini acredita que o reflexo se dará também na geração de mais empregos. Agora, pleno emprego demora mais um pouquinho.

Liderança incansável

Apesar de ter se aposentado do grupo Fiat Chrysler Automobiles, Cledorvino Belini não para e continua exercendo uma liderança equilibrada e elogiada pelo mercado. “Agora sou consultor no mercado e conselheiro de administração. Ah, e sou presidente da Prisbel. Ah, e presidente do Minas pela Paz, ah, e presidente da Sabel. Uai, acho que não aposentei não”, elenca, divertido. Belini integra o conselho do grupo JBS, representando o BNDES.

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