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Nova era

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PUBLICADO EM Mon Apr 16 03:00:00 BRT 2018

Nova era

FOTO: Fiemg/divulgação

O empresário Flávio Roscoe, 45, é o novo presidente do Sistema Fiemg – entidade com 85 anos, 139 sindicatos e mais de 130 mil indústrias mineiras. Na eleição, a chapa única de Flávio Roscoe recebeu 118 votos, e houve 15 em branco, dois nulos e quatro ausências. Roscoe é do Grupo Colortextil de fiação, malharia e tinturaria com capacidade de mais de 400 t por mês. Roscoe prefere falar como presidente da Fiemg após sua posse, no dia 24 de maio, quando assumirá o lugar ocupado nos últimos oito anos por Olavo Machado Junior, industrial do setor elétrico há 40 anos na atividade sindical e que continuará atuando como vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. 

Fôlego do grande

Em comparação com o resultado de dois anos antes, Olavo Machado observa que o número de empresas com mais de 3.000 empregados ainda é o mesmo – isso porque grandes e consolidadas empresas têm mais força e mais condições de sobreviver a períodos de recessão. Nesse contexto, precisamos de regras que incentivem as empresas a crescerem. “A política de tributação atual do Simples vai contra essa lógica. O mercado está se tornando cada vez mais dinâmico, e, portanto, precisamos facilitar e incentivar que novos empresários com ideias novas possam surgir, montar sua empresa e crescer deixando de ser pequenos (do Simples) e passando a ser grandes”, defende Machado.

Frigorífico Saudali

Com presença em 20 Estados brasileiros, o frigorífico mineiro Saudali – especializado em suínos e situado em Ponte Nova – está entre as maiores empresas do agronegócio brasileiro. Com patrimônio registrado de R$ 420 milhões no ano passado, neste ano a projeção é chegar aos R$ 500 milhões. A produção também vai crescer, passando das 206 t por dia para 230 t por dia. A exportação do Saudali também terá incremento, passando das 1.700 t no ano passado para 2.300 t neste ano. “Enxergamos neste momento uma oportunidade para que o consumo interno da carne suína se torne maior, já que os valores de comercialização dos produtos in natura e industrializados estão menores e cabem nos bolsos dos brasileiros”, conta Adriano Pacheco, diretor comercial do frigorífico Saudali. A empresa gera mais de mil empregos.

Líder Aviação

FOTO: arquivo pessoal

Em ano eleitoral e com 60 anos de experiência no mercado de fretamento de aeronaves, a mineira Líder Aviação já tem percebido um aumento na demanda por cotações e até o fechamento de contratos devido à extensa agenda dos candidatos e ao melhor acesso aos aeródromos. “A demanda maior é por aeronaves que têm alcance maior. A busca tem sido pelo Phenom 300, da Embraer, com capacidade para oito passageiros, e o King Air turbo-hélice, para seis passageiros, que pousa em pistas mais curtas e não pavimentadas”, conta Bruna Assumpção, 36, diretora superintendente de manutenção, fretamento e gerenciamento de aeronaves da Líder Aviação. 

Mercado da aviação

Bruna Assumpção conta que o mercado de atuação da Líder Aviação é muito sensível à economia do país, que tem dado sinais de melhora. “Para a aviação executiva, será um bom ano, e com eleição ajuda. Como voamos mais, aumentam todas as áreas”, explica Bruna, diante dos serviços integrados. É que, com mais voos, há mais manutenção e atendimento. A Líder está em cinco áreas: manutenção, fretamento e gerenciamento, atendimento aeroportuário, vendas de aeronaves e operação de helicópteros.

FOTO: Edy Fernandes

Emir Cadar Filho, do Sicepot-MG, e o cônsul honorário da Síria Emir Cadar.

Encolhimento industrial

Baseado nos CNPJs industriais cadastrados no Ministério do Trabalho, Minas Gerais tem 130.460 indústrias cadastradas no Estado, “embora mais da metade dessas empresas esteja registrada com zero empregado”, de acordo com o presidente do Sistema Fiemg, Olavo Machado. “Quanto menor é a empresa, menor é a capacidade dela de superar esses momentos (de crise). O número de empresas com mais de mil empregados reduziu 10% (em relação a 2016). Número de empresas com mais de 500 empregados é 40% menor que em 2016. Isso é, sem dúvida, reflexo da profunda recessão que passamos recentemente. Algumas empresas faliram, outras tiveram que demitir para sobreviver a um cenário de menor demanda de mercado”, atesta o dirigente do Sistema Fiemg.

Maioria absoluta

FOTO: Provest/divulgação

Para Luciano Araújo, que atuará como vice-presidente da Fiemg no mandato de Flávio Roscoe, o resultado da eleição foi muito positivo. Agora, Araújo pensa que o desafio da nova gestão será levar uma entidade do porte da Fiemg sem o imposto sindical, extinto na reforma trabalhista. “Tem que repensar um pouco a estrutura sindical, talvez trabalhar com a ideia da fusão de sindicatos e a integração, cuja ideia é que menores se juntem e criem bases mais fortes. Isso é uma tendência”, avalia Araújo, dono da Provest, indústria de uniformes profissionais em Ipatinga, no Vale do Aço.

FOTO: Saudali/divulgação

Compartilhando sabores do frigorífico Saudali, Adriano Pacheco, Fátima Pacheco, Sérgio Figueiredo, Gabi Braga, Mateus Pacheco, Frederico Rocha, Marcus Paraíso e César Godoi.

Frota e cifras

Referência em fretamento para as eleições e com uma frota de 20 aeronaves, Bruna Assumpção conta que as cifras para o fretamento dependem de fatores como: trecho, dias e destino com valor diferenciado e mais barato para a compra antecipada de quilometragem. “Historicamente, ano eleitoral para fretamento é muito bom”, atesta a executiva, que vê nos Estados da região Sudeste a procura maior pelo serviço. 

Cultura sírio-libanesa

Em contraponto aos tempos de recrudescimento na Síria, que vive agora sob a égide da retaliação de um ataque com a ação militar dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido contra o país, o clima da expressiva comunidade síria em Belo Horizonte é de fraternidade. Com várias lanchonetes dos jovens sírios recém-chegados, além dos tradicionais restaurantes árabes da capital mineira, o cônsul honorário da Síria em Minas Gerais, Emir Cadar, realiza no próximo sábado, dia 21 de abril, o Primeiro Festival de Comida e Cultura Sírio-Libanesa. O festival acontece na rua Santa Rita Durão, entre as ruas Alagoas e Pernambuco, no bairro dos Funcionários, no horário de 10h às 18h. 

Butique jurídica

FOTO: Ramon Bitencourt

Enquanto outros escritórios abrem unidades país afora com expressivas bancas de advogados, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, continua com uma butique jurídica em Brasília com cinco advogados – antes eram três. Mineiro de Patos de Minas e amigo de todo o poder da capital federal, Kakay segue ora ácido ao criticar a espetacularização do Judiciário, ora sonhador ao citar a frase “razão de minha vida” de Dom Quixote, de Cervantes: “Sancho, pela liberdade e pela honra, devemos arriscar a própria vida”. Em visita à Sempre Editora, Kakay, que há tempos abandonou o terno, ostentava a casualidade e o charme do relógio da alta joalheria francesa Boucheron, presente de uma amiga. A coluna arriscou saber qual é o volume de negócios que movimenta nos processos jurídicos, e ele respondeu, brincalhão: “Pode colocar que é R$ 1,5 trilhão”.

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