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Paulo Navarro

Ouro de tolo

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PUBLICADO EM Fri Feb 09 03:00:39 BRST 2018

Ouro de tolo

Há que se desconfiar da internet, que vive distribuindo textos falsos – uns bons, outros não –, atribuídos a escritores e a jornalistas famosos, como Clarice Lispector e Arnaldo Jabor. O próprio Jabor já disse que ele é dos mais falsificados na rede. Várias vezes já o cumprimentaram por um texto que ele não escreveu. Luis Fernando Veríssimo também contou e passou pela mesma experiência.

Ouro de papel

Continua: “Homens que até sexta-feira trabalharam de terno e gravata, no sábado vão para as ruas maquiados, vestidos de mulher, sutiã por cima de peitos peludos, numa imitação grotesca e sem sentido do sexo feminino”. E por aí vai. Mas não culpemos o Carnaval por nossas mazelas.

FOTO: Edy Fernandes/divulgação

Na noite belo-horizontina, Diva Antonini e Cláudia Resende

curtas e finas

Carnaval 2018 em BH. Nos bares Dalva e Laicos, folia com Marina Gomes, Projeto Saravá, Fernando Bento Oh Dara, Bloco da Esquina, Oiakis, Briga de Galo e DJs. Hoje, das 19h30 às 22h30; dias 10 a 13, das 14h às 22h. Quarteirão fechado da rua Ceará com a avenida Afonso Pena.

Dia 12, Baile do Distrital com Chama o Síndico, Então, Brilha!, Breno Gontijo e DJs Deivid e Jaka. Bares e foodtrucks. Das 15h às 22h, no estacionamento do Mercado Distrital do Cruzeiro.

Também dia 12, Bailinho do Distrital, infantil, com as atrações Bloco Fera Neném, Quintal da Guegué, Circo do Meio Dia, Coração Palpita, recicloteca, pintura facial e espaço kids. Bares e foodtrucks. De 10h30 às 15h, no Mercado Distrital do Cruzeiro.

Dia 13, desfile oficial do Monobloco, pela segundo ano em BH, no entorno do Mineirão, comemorando 18 anos de Carnaval de rua e lançamento da música “Amor de Carnaval”, composta para o Carnaval 2018. Bares e foodtrucks. Das 14h às 22h.

Ouro de sangue

Nesse clima de confetes de chumbo, um texto “assinado” por Jabor. Diz o texto: “Jamais vou entender esse fenômeno, o Carnaval. Um povo sofrido, roubado, explorado, sem perspectivas, de uma hora pra outra explode numa alegria sem motivo, sem limites, sem pudor”. 

Ouro de plástico

O Carnaval é muito mais antigo que o Brasil. Chico Buarque tem (mais) uma linda música sobre o tema. “Carnaval, desengano, deixei a dor em casa me esperando”. Por isso, muita gente chama o Carnaval e o futebol de ópio do povo. Ou de o pio do povo. Virou até moda desenganar a folia. Pergunta Gilmar, que não é Mendes, mas Carvalho: “Sem Carnaval teríamos saúde, escolas, vidas melhores?”. A culpa é nossa mesmo. Nós é que somos, o ano inteiro, milhões de palhaços no salão chamado Brasil.

FOTO: Paulo Navarro/divulgação

Dividindo a mesa no primeiro Conexão Empresarial do ano, o anfitrião Paulo César de Oliveira, o prefeito de Betim, Vittorio Medioli, e o palestrante do dia, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles

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