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Paulo Navarro

Um homem e seu tempo

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PUBLICADO EM 13/01/18 - 03h00

Rônei Rezende é um bom camarada, ninguém pode negar. Um “bon vivant”, cheio de história e repleto de histórias. O sorriso, com “s” de simpatia, é sua marca registrada, assim como a elegância, o bom gosto e o bom humor. Gosta das boas coisas da vida, como a vida gosta dele. É um diplomata nato, uma usina de ótimos amigos, um cúmplice ideal para os correligionários da “dolce vita”.

Rônei, seu currículo vai de A a Z. Janelas abertas para o mundo no seu DNA? Sim, porque meu DNA tem sorrisos, humor, alegria e amigos que vão de A a Z.

Como conciliou a gerência internacional da Andrade Gutierrez com a vida de empresário na moda e na noite? Na Andrade, aprendi a conquistar espaços em um tempo onde havia romantismo e amizade nos negócios. Para a moda foi um pulo, onde conheci e convivi com pessoas maravilhosas que também procuravam espaço. Época linda. A noite veio depois da Andrade.

Que negócios foram esses? Trouxe para BH dois ícones da moda masculina e feminina no Brasil (Georges Henri e Gregório Fagannelo). Tínhamos apenas a Art Man e o Grupo Mineiro de Moda. Era a época do linho e da cambraia. George Henri lançava suas coleções ao preço de um salário mínimo. Valorizou o bom produto mineiro.

O mineiro se vestia bem? O mineiro sempre se vestiu muito bem. As peças mais caras saíam primeiro. A mineirice foi e sempre será referência na moda brasileira. A mineira é a mulher mais elegante do Brasil!

E quanto a noite? E o L’Apogée? O L’Apogée gerou milhares de histórias lindas, diretamente proporcionais ao prejuízo. Foi indicado como a mais bela e completa casa noturna do Brasil. Tiramos o maître Claude Lepair, do Hippopotamos. O famoso Luís Carlos Vinhas, ao piano... Fiz grandes amigos e nenhum inimigo, o que é difícil na noite. Um sonho realizado com belas e eternas lembranças.

Como no Rio, BH está “down no high society”? Down era nossa sociedade antiga, baseada em plumas, paetês e exibicionismo. Hoje a sociedade em BH é linda, saudável e democrática. Reúne-se em confrarias, quadras de tênis, pescarias e outros. O mais admirado não é o mais rico, mas o que mais conhece seu ramo. As plumas são os sorrisos e os paetês são a alegria. É a melhor e mais amiga sociedade do Brasil.

A noite hoje perdeu com a crise ou é “cool”? A noite de BH ficou jovem já na segunda fase do L’Apogée. Jovem gasta menos, e a sociedade mudou. Hoje os encontros em casa são mais frequentes. A crise financeira e a violência pioraram muito as coisas.

Tênis, seu esporte favorito, é para poucos e abonados? Não. É um esporte onde a amizade prevalece. Jogar bem, independentemente de credo ou situação social, é sinônimo de admiração e de muitos amigos.

Qual é a receita da “dolce vita”? Não ter lixos e nichos em sua personalidade. E sorrir sempre com alegria!

Onde você foi inaugurado? Juiz de Fora, capital do Estado do Rio de Janeiro (risos).

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