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Raimundo Couto

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Fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP)
PUBLICADO EM 11/10/17 - 03h00

Dizem que depois da tempestade vem a bonança e que dias melhores viveremos a partir desta nova realidade. Pelo menos é o que podemos imaginar depois das boas novas que dão conta de uma avalanche de investimentos no segmento automotivo no Brasil.

Como é de conhecimento geral, a indústria automobilística atravessa uma das mais severas e graves crises de toda sua história, reflexo da atual conjuntura econômica que o país vem experimentando. Toda e qualquer notícia alvissareira, se ainda não pode se traduzir em uma injeção de ânimo, tem efeito positivo. Contra dados técnicos não há argumentos. Basta relembrar o tamanho do abismo que essa mesma indústria vem enfrentando. Muitos se recordam da euforia quando as vendas internas chegaram ao patamar de 2 milhões de unidades, e, a partir daí, passou a experimentar um crescimento vertiginoso até a queda no abismo.

É de assustar a derrocada, com números de vendas que saíram de 3,8 milhões de unidades em 2012 para apenas 2 milhões em 2016, uma redução de 46% em quatro anos. Para este ano, a estimativa é, até certo ponto, positiva, com projeção de vendas de 2,2 milhões de unidades. Esses números podem até surpreender, a economia mostra sinais de aquecimento mesmo que de forma lenta e gradual. Mesmo sem bola de cristal, imaginar 2018 pior é querer enxergar o copo vazio pela metade, é pensar de forma pessimista. É claro que não há mágica ou muito menos resultado de curto prazo. Por isso, altos montantes de dinheiro serão investidos pelas montadoras até o ano de 2022.

Começando pela atual líder do mercado brasileiro, a General Motors do Brasil pretende fazer um aporte de R$ 4,5 bilhões no país. Ele será dividido entre as plantas de São Caetano do Sul (SP), Joinville (SC) e a fábrica gaúcha de Gravataí, próximo à capital Porto Alegre. Nessa última está sendo feito uma nova linha de montagem para receber o Onix, o carro mais vendido do Brasil hoje. A Volkswagen também deu início ao aporte de R$ 2,6 bilhões, para a matriz brasileira em Anchieta (SP) de onde sairá no mês que vem o novo Polo e, a partir do primeiro trimestre de 2018, a versão três volumes do hatch, o inédito Volkswagen Virtus.

Por sua vez, a japonesa Toyota pretende ampliar o leque de produtos “made in Brazil” e, para isso, contará com investimento de cerca de R$ 1 bilhão, na planta de Sorocaba (SP), onde produz o compacto Etios, hatch e sedã, e vai fabricar o Yaris para concorrer com Honda Fit e City. Por seu turno, a francesa Renault do Brasil surfará nesta onda de novos investimentos e terá disponíveis R$ 750 milhões para ampliar sua gama de produtos e reforçar a linha do Kwid. No total, são aguardados aportes de R$ 15 bilhões das fabricantes de veículos em nosso país nos próximos cinco anos. Oxalá tudo que isso se concretize! Até a próxima semana!

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