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Raimundo Couto

Quarentão sarado

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Série limitada do Lada Niva 40th Anniversary
PUBLICADO EM 19/04/17 - 03h00

Transcorria o ano de 1989, em plena efervescência da campanha eleitoral, que viria a eleger Fernando Collor de Melo, então conhecido como “o Caçador de Marajás das Alagoas”, como presidente da República. Eram muitas as promessas dos candidatos. Uma das que mais contribuíram para o incentivo ao voto no candidato “colorido” foi a de passar a limpo a história de nossa indústria automobilística, começando com a abertura das importações. Pelo menos esse crédito não se pode tirar de Collor, que acabou sofrendo um processo de impeachment e teve seus direitos políticos cassados por oito anos. Mas isso é página virada na história.

Voltando a nosso assunto, assim que assumiu a Presidência, no começo de 1990, Collor fez cumprir o que prometeu e abriu o mercado de automóveis para os estrangeiros. E, de fato, foi esse o acontecimento mais importante que vivenciamos desde o começo da produção de veículos no Brasil. E quem fez a estreia no novo mundo que se descortinava para o consumidor brasileiro foi justamente a Lada, uma marca russa que trouxe o valente Niva, um jipão 4x4, robusto e meio desengonçado, mas que fez sucesso nos tempos em que foi importado para o Brasil.

A marca foi comercializada no país até 1997, quando a Lada se despediu, após vender pouco mais de 28 mil veículos, entre os modelos Samara e Niva. Ainda hoje algumas unidades seguem valente por trilhas, e é possível adquirir um modelo bem-conservado nos sites especializados em compra e venda de veículos.

Enquanto nada se tem de concreto sobre o retorno da Lada a nosso mercado, os modelos 0 km são vendidos no Chile, por meio de uma operação independente.

Para celebrar os 40 anos de fabricação do Lada Niva, a proprietária da marca, a russa AvtoVaz, está lançando uma edição especial comemorativa. Essa fornada de celebração pelas quatro décadas ininterruptas de produção do modelo está limitada a 1.977 unidades, alusão ao ano em que foi lançado. Em todos esses anos foram mínimas as mudanças na carroceria.

A série comemorativa conta com duas opções. A primeira, chamada de “Edition”, traz carroceria com pintura bege, vermelha, branca, marrom ou cinza-azulada, painel com grafismo vermelho-alaranjado, volante e bancos revestidos de couro e emblemas alusivos às quatro décadas de história. A série é especial, mas o interior é o mesmo das últimas décadas. Já a outra opção é denominada “40th Anniversary” e tem como principal diferencial a pintura camuflada, como em veículos militares. Todas as unidades terão placa numerada, de 0001 a 1977.

No Velho Continente começam a ser vendidos em junho. Uma curiosidade na Europa: lá, ele é chamado de Lada 4x4. Isso porque um exemplar idêntico, mas com a chancela da Chevrolet, também é vendido por aquelas bandas. A AvtoVaz se associou em uma joint-venture com a General Motors. Na essência, o Lada Niva segue quase idêntico à versão que causou furor na década de 1990, quando desembarcou no Brasil.

Para os mais saudosistas, a concessionária em Belo Horizonte credenciada a representar a Lada se chamava Eurocar, empresa do mesmo grupo da extinta Motorauto, revenda Chevrolet.

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