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Raquel Faria

Dois reis e um curinga

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PUBLICADO EM Tue Nov 14 03:00:00 BRST 2017

Dois reis e um curinga

Os bastidores da convenção do PSDB-MG no sábado e a movimentação de aliados tucanos nos últimos dias não deixam dúvida: a um ano da eleição, as opções da oposição para a disputa de governador estão se afunilando em torno de Dinis Pinheiro e Rodrigo Pacheco. São os nomes citados em todos os partidos do bloco contrário ao governo, os reis no jogo oposicionista (não chegam a ases porque não são os primeiros nas pesquisas), as melhores cartas depois do senador Anastasia; este um curinga que os oposicionistas julgam imbatível, mas que não está à mão. 

Questão de ordem

Muitas vozes na oposição defendem que os pré-candidatos disputem juntos. O problema é a ordem dos nomes na chapa de unidade: Dinis/Pacheco ou Pacheco/Dinis; quem concorre a governador e quem a vice? Aí, as opiniões tornam a se dividir. Não há consenso na avaliação de quem é o melhor candidato: os dois têm índices próximos nas pesquisas.

Acelerado

Luciano Huck intensificou os contatos no meio político. Tem jantado com gente de peso como o ex-presidente FHC e o governador Paulo Hartung (ES). O apresentador acelerou as tratativas para lançar sua candidatura a presidente, segundo o “La Nación”, de Buenos Aires, pressionado pela emissora onde trabalha. A empresa gostaria de uma decisão até dezembro.

FOTO: Anna Castelo Branco/Rede Fotonovela/Divulgação

Geneviere Poulingue e Jussara Machado.

Novo normal

Nas previsões do FMI, a inflação na zona do euro continuará abaixo de 2% ao ano (no momento está em 1,5%) pelo menos até 2021. E o Congresso dos EUA projeta por lá juros reais abaixo das taxas de crescimento do PIB até 2027. O ciclo de inflação e juros baixos promete ser longo no mundo. É o novo padrão normal na economia, que o Brasil terá que seguir.

De baixo e de cima

Na realidade, já se nota uma disputa silenciosa entre Dinis e Pacheco pela candidatura do bloco liderado pelo PSDB e integrado por DEM, PTB, PP e outros antipetistas. No momento, eles disputam em igualdade. Dinis reúne apoios de deputados e dirigentes estaduais, conhece muitos prefeitos. E está bem com a cúpula tucana: neste fim de semana, em luto pela morte da mãe, recebeu Aécio em casa e teve Anastasia na missa de 7º dia. Por outro lado, cresceu a movimentação em direção a Pacheco, que vai agregando apoios em Brasília. É o preferido entre caciques nacionais. O DEM é exemplo do perfil de apoio de cada um: o dirigente mineiro Carlos Melles é Dinis; já a estrela nacional Rodrigo Maia só tem olhos para Pacheco.

Futuro aberto

As cartas da oposição já foram dadas. Sem o curingão Anastasia, o jeito vai ser escolher entre Dinis e Pacheco, talvez o que estiver melhor na pesquisa na hora da definição, entre abril e junho. Mas pode ser que o bloco resolva lançar os dois, para ampliar a crítica ao governo no primeiro turno e juntar forças no segundo. A estratégia dependerá da performance do adversário governador. Além, é claro, da decisão pessoal de Dinis e Pacheco.

Saída oportuna

O tucano Bruno Araújo, aliado de Aécio, prestou um grande serviço ao Planalto ao entregar ontem o Ministério de Cidades e liberar a pasta para as negociações com partidos do Centrão em troca de apoio à reforma da Previdência. O PSDB pode até desembarcar oficialmente da Esplanada, mas um pedaço do partido continuará apoiando 100% o governo Temer.

Vai levando

Pacheco está filiado ao PMDB, maior aliado do governo Pimentel. Deve ir para um dos partidos do bloco de oposição. Mas enquanto não se muda, ele toca a campanha no PMDB mesmo, com apoio do vice-governador Antônio Andrade. Os dois já levaram eventos com a marca peemedebista a oito cidades. A última foi Sete Lagoas, nesse sábado.

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