Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Raquel Faria

Folia e eleição

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Fonte Normal
PUBLICADO EM Tue Feb 13 03:00:18 BRST 2018

Folia e eleição

O Carnaval parece longe de terminar em Belo Horizonte. Mas já dá para avaliar os seus potenciais efeitos na campanha eleitoral. O sucesso do evento na capital de Minas é inegável, expresso nos recordes de blocos e público e nas críticas positivas tantos dos foliões como da mídia. Também o maior beneficiário político do sucesso está evidente: o prefeito da cidade. Alexandre Kalil apostou pesado na folia. E acertou na mão, até mais que o esperado. O que deve ter reflexo nas pesquisas, reforçando a sua popularidade. O apoio de Kalil, que já era cobiçado por todos, pode se tornar um diferencial ou fator de decisão nas eleições mineiras, sobretudo em cenário de disputa acirrada.

Reflexão no museu

Em um dos intervalos da agenda, o casal Pimentel aproveitou para visitar o novo Museu da Escravidão na capital norte-americana. O governador mostrou particular interesse na escultura Paradoxo da Liberdade, retratando Thomas Jefferson, um herói da independência norte-americana que pregou a liberdade e a igualdade de direitos, mas não foi capaz de libertar os próprios escravos.

FOTO: Anna Castelo Branco/Rede Fotonovela/divulgação

Cristiana Cabral, Guilherme Braga e Felipe Castro 

Rota de saída

O joguinho tem um final sabido: como a maioria no MDB é governista, Pacheco acabará migrando para o DEM, que já o espera para lançá-lo com apoio do PSDB. E por que não sair logo, por que ficar em escaramuças no MDB? É uma contingência do sistema. Os oposicionistas precisam esticar a corda, acirrar a briga interna, para criar uma rota ou justificativa legal para a saída de Pacheco sem risco de perda do mandato de deputado. Afinal, ao menos pró-forma, há uma lei de infidelidade partidária em vigor no país.

Roteiro sem folia

Longe do Carnaval que contagia a capital, Fernando Pimentel cumpre uma agenda de trabalho em Washington, para onde seguiu no domingo à noite com a mulher Carolina. Depois de uma palestra ontem na universidade de Georgetown, o governador almoça nesta terça-feira com membros do Banco Mundial para tratar de assuntos do Estado. 

FOTO: Anna Castelo Branco/Rede Fotonovela/divulgação

Wagner Espanha, Carlos Gomes, Mário Assad Júnior e Marcílio Soares

Jogo de cena

Não passa de joguinho político a mais nova rixa no MDB mineiro, agora divergindo em torno da data da definição do partido sobre lançar ou não candidato próprio ao governo. A ala oposicionista quer uma decisão no dia 17, antes do prazo final para filiação partidária e, portanto, em tempo para Rodrigo Pacheco trocar de partido caso não consiga a legenda emedebista. Já os governistas querem adiar a definição para maio, depois do prazo de filiação, só para boicotar Pacheco, virtual adversário de Pimentel.

Força externa

A volatilidade nas bolsas de valores, que deve permanecer nas próximas semanas, pode ajudar o governo a aprovar uma reforma da Previdência. A volta da instabilidade e das incertezas aos meios financeiros aumenta a importância do equilíbrio fiscal do país e, portanto, reforça a necessidade de economia com aposentadorias e pensões. Com a ameaça de crise lá fora, não há muito mais que o Brasil possa fazer para conter seu endividamento. É insistir na reforma, por mínima que seja. Ou correr o risco de medidas mais duras depois, como elevação de juros, para evitar a fuga de capitais.

O que achou deste artigo?
Fechar

Folia e eleição
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório

comentários (7)

Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter