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Raquel Faria

Novo cenário

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PUBLICADO EM Fri Oct 13 04:50:00 BRT 2017

Novo cenário

A principal conclusão da bateria de dados da última pesquisa presidencial do Datafolha é aquela que o próprio instituto já reconheceu: mantido o quadro eleitoral de hoje, uma vaga no segundo turno está garantida para Lula – para o próprio ex-presidente ou para quem ele venha a indicar, caso não possa concorrer. Isso significa que todos os demais pré-candidatos, à exceção do futuro escolhido de Lula, vão disputar entre si uma única vaga. O que muda totalmente o cenário. E obriga a revisão geral de estratégias.

Lulista A, B ou C

Caso inelegível, Lula deve lançar Fernando Haddad. Mas nada impede que outros se apresentem como herdeiros legítimos do lulismo, embora não oficiais. Ao menos um candidato, o ex-ministro Ciro Gomes, pode disputar o espólio lulista. Marina também seria potencial herdeira por sua trajetória política e biografia pessoal. Lula pode ter um só nome, mas seus eleitores não. Segundo o Datafolha, ao menos 40% deles estão abertos a opções.

A proposta

Segundo boa fonte, Temer colocou todos os partidos atrelados ao Planalto à disposição de Rodrigo Pacheco, presidente da CCJ na Câmara Federal, onde já tramita a segunda denúncia da PGR contra o presidente. Hoje filiado ao PMDB, o deputado poderia escolher a legenda que quiser para abrigar a sua candidatura ao governo de Minas, na proposta presidencial.

FOTO: Anna Castelo Branco/Rede Fotonovela/Divulgação

Raquel Lima, Olívia Tavares, Fernanda Abadjieff e Russlan Abadjieff

Blindagens

A decisão no STF que beneficiou Aécio também servirá de escudo protetor para os mandatos dos demais senadores e mesmo deputados. Em tese, após a decisão do STF, eles só podem ser afastados se os colegas concordarem. Mas a classe parlamentar não é a única que está ganhando uma blindagem. Projeto já aprovado nesta semana, e enviado à sanção de Temer, transferiu para a Justiça Militar o julgamento de militares acusados de matar civis em operações, resgatando assim um privilégio militar dos anos de ditadura.

Muda tudo

Antes, analistas apostavam na dispersão dos votos de Lula, com os lulistas se dividindo entre vários nomes na ausência do ex-presidente. O Datafolha, contudo, derrubou essa tese. Mostrou que, ao contrário, a maioria lulista seguiria coesa a orientação de voto do ex-presidente. Segundo a pesquisa, Lula conseguiria transferir no dedão 59% dos 35% das intenções de voto que tem hoje. São 20,6% do eleitorado do país, contingente suficiente para levar o nome do lulismo ao segundo turno.

Todos x Todos

No primeiro turno, a permanecer o atual quadro eleitoral, os candidatos vão brigar por uma vaga; a outra seria de Lula ou preposto. Esse novo cenário empurra todos os presidenciáveis, à exceção do lulista oficial, para uma disputa mata-mata pela vaga disponível. Até aqui, todos se preparavam para ser uma de duas alternativas a Lula. Agora, com uma delas já atrelada ao ex-presidente, a outra vaga será de quem superar os demais adversários. Doravante, Marina, Bolsonaro, Alckmin, Ciro, Meirelles, Doria e outros vão ter que confrontar e bater entre si, cada vez mais.

Paz celeste

As rusgas entre o ex-presidente do Cruzeiro, Gilvan Tavares, e seu sucessor, Wagner Pires, são coisa do passado. Eles racharam em torno da escolha do novo comandante do futebol cruzeirense, Itair Machado, que financiou a campanha da chapa vitoriosa, mas ganhou desafetos no grupo. Depois de alguns encontros e muitos panos quentes, os cartolas voltaram às boas.

Volta de Aécio

Aécio retorna esta semana ao Senado. A análise do afastamento do senador tucano pelos senadores já havia sido marcada para a próxima terça, 17, de modo a ocorrer logo após a manifestação do STF sobre o caso. Houve uma espécie de acerto informal entre os presidentes do Supremo, Cármen Lúcia, e do Senado, Eunício Oliveira, para evitar o confronto institucional. Agora, com a decisão do STF de deixar ao Senado deliberar sobre afastamento de senadores, a volta de Aécio é certa. Tem maioria na casa para isso.

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