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Raquel Faria

Turbulência mineira

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PUBLICADO EM Thu Sep 14 03:00:00 BRT 2017

Turbulência mineira

As últimas revelações da Lava Jato estão sacudindo a política mineira e o quadro eleitoral no Estado. As novas denúncias acertaram em cheio o vice-governador e presidente do PMDB, Antônio Andrade: é mais um nome de peso da oposição estadual, depois de Aécio, a cair na rede nacional das investigações anticorrupção. De quebra, os tiros contra o vice-governador inviabilizam qualquer iniciativa para levar o PMDB a lançar ou apoiar candidato contra Pimentel. Com Andrade imobilizado pelo escândalo, a legenda peemedebista avança irreversivelmente, agora sem obstáculos, para renovar a aliança com o PT. Mas, os desdobramentos podem ir muito além.

Vamos dar as mãos

Ontem havia quem cogitasse afastar Andrade da presidência do PMDB. Mas, é improvável uma represália contra ele por parte dos seus rivais no partido. Ao contrário, muita gente avalia que a ‘dança’ do vice-governador favorece uma composição interna. No outro grupo também há investigados. E com todos sentindo a pressão, haveria mais interesse em evitar conflitos e disposição à conversa. Há fontes prevendo que as bandas do PMDB, a governista e a de oposição, vão rosnar até a convenção do partido em 2018, para então darem-se as mãos num grande acordo ou chapão.

A maior ironia

Até outro dia, Andrade contava assumir o governo, após um afastamento de Pimentel pelo STJ, em função da operação Acrônimo. Hoje, ironicamente, ele se vê em posição mais delicada. Diferente de Pimentel, que é o único acusado no seu processo, o vice-governador enfrenta inquérito com vários outros políticos, todos poderosos, o que aumenta a repercussão do caso e complica sobremaneira a defesa.

Vem que vem

Uma fonte ligada a Geraldo Alckmin confirmou ontem as duas visitas a BH previstas na agenda do governador deste mês: uma nesta próxima segunda-feira, para uma palestra “técnica” a empresários mineiros, e outra no dia 29 para participação em encontro “político” do PSDB.

Chá de sumiço

Aécio não está sendo esperado no evento que as entidades empresariais de Minas organizam para Alckmin. O senador anda bem sumido, longe dos holofotes, preferindo atuar nos bastidores, com baixa exposição. No mais, ele é tido hoje como mais inclinado para o lado de Doria.

Dança de quadrilha

O nome de Andrade apareceu nas investigações do quadrilhão da Câmara, como membro de uma “organização” montada por ex-deputados do PMDB para exploração de propinas no governo federal. Para azar dele, o vice-governador caiu justo no inquérito mais robusto, que envolve o presidente Temer e, por isso, recebeu atenções redobradas da PF e da PGR. São 494 páginas de acusações baseadas em pelo menos duas delações e respaldadas por informações obtidas com emprego de tecnologia de última geração em cruzamento de dados. Entrou nessa quadrilha, dançou.

Só, somente só

A turbulência no PMDB fechou completamente os espaços no partido para a candidatura de Rodrigo Pacheco. O deputado tinha em Andrade o seu grande apoio. Ficou sem escada. Agora, se quiser disputar o governo do Estado, Pacheco vai ter que arrumar outra legenda.

FOTO: Anna Castelo Branco/Rede Fotonovela/Divulgação

Vanessa Resende e Lucilene Bredoff.

Simpatias

A segunda agenda na capital seria um convite do senador Anastasia, que também deve acompanhar o governador em todos os compromissos no dia 18. Anastasia emite sinais de simpatia por Alckmin na disputa com João Doria pela candidatura tucana a presidente.

Pulo de dez

Já é consenso nos meios políticos que o PT lançará Fernando Haddad para presidente no lugar de Lula, cuja inelegibilidade já parece inevitável a essa altura dos seus processos judiciais.

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