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Ricardo Plotek

Do 'novo' Galo ao moribundo Rio

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PUBLICADO EM 16/12/17 - 03h00

O novo presidente do Atlético tem o direito de escolher quem quiser para auxiliá-lo e ele fez isso selecionando pessoas que entendem de esporte e, mais ainda, de futebol. Se vai dar certo é outra coisa, mas Alexandre Gallo, Bebeto de Freitas e Paulo Paixão, só para citar três, têm mais horas de futebol do que urubu tem de voo.

Como todo mundo, eles têm melhores e piores trabalhos, mas experiência e desenvoltura todos possuem de sobra.

Já no caso de Marques, ídolo alvinegro incontestável, fico um pouquinho com o pé atrás.

Explico: ele é um cara que me parece mais introspectivo, de fala mansa, quase inocente. Mas, talvez, possa usar justamente essas características para dar um gás na base do Galo, que tinha um diretor há muitos anos, tantos quantos os inúmeros atleticanos que não gostavam do trabalho de André Figueiredo, muito contestado, principalmente de uns dois, três anos para cá.

Será que Marques se preparou para o cargo? Estudou mesmo!

Claro que a experiência de ex-jogador e ser xodó da Massa contam, tanto que ele conseguiu se eleger deputado estadual só com o prestígio junto à sempre participativa torcida do Atlético. Não me lembro de ter sido um deputado ativo.

Mas Marques tem muito crédito e merece todo o respeito para mostrar primeiro para, depois, ser analisado.

Para encerrar o Galo, deixo aqui uma pergunta que, segundo colegas mulheres de profissão, não foi feita na coletiva dada por Sérgio Sette Câmara nesta semana, e que também acho que não deveria ter sido “esquecida”.

O fato de Robinho ter uma condenação por um crime análogo ao estupro não depõe contra a imagem do clube, que diz querer renovar com ele?

Muitos repórteres têm medo de perguntar, uns pela inexperiência, a maioria por conveniência.

Não vou entrar nessa história chata e dicotômica que tomou conta do Brasil, de politicamente correto para cá e para lá, onde ninguém pode falar nada que aparece um monte associação disso e daquilo para encher o saco – desculpe o termo – e, principalmente, aparecer.

Mas estamos em 2017 e o jogador, que tem todo o direito de defesa, cometeu um crime gravíssimo, degradante, segundo a Justiça italiana. É só isso!

O espaço está aberto a todos citados, como sempre na minha coluna!

Já o Rio de Janeiro insiste em organizar grandes jogos que precisam contar com a Polícia Militar, que não recebe salário e mesmo assim ainda faz das tripas coração para tentar mostrar que a cidade não está em guerra civil, em vão, é óbvio.

Por pouco, muito pouco, não aconteceu uma tragédia no Maracanã na última quarta-feira.

Não adianta dizer que a PM é despreparada, pois os caras estão trabalhando de graça, com a família passando fome em casa e o crime organizado oferecendo a chance de o policial comprar um presente da natal para o filho.

Despreparados e inconsequentes são todos no Rio que ainda não perceberam o que está acontecendo lá. Vão esperar que crianças sejam pisoteadas e mortas no colo dos pais no Maracanã?

Tem começar do zero, e isso requer sensatez, coisa que eu não tenho, mas eu não sou governador do Rio, graças a Deus!

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