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Silvana Mascagna

Antes só

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PUBLICADO EM 21/09/16 - 03h00

Antes só do que mal-acompanhado. A máxima virou meu lema há tempos. Cada dia mais tenho me sentindo bem na companhia de mim mesma. Tanto em casa quanto em saídas solitárias por aí. Ir ao cinema sozinha, por exemplo, é uma prática que tenho há mais de uma década. Uma prática que tento disseminar com um forte argumento: você não precisa negociar com ninguém o filme que quer ver, a sala de sua preferência nem o horário que melhor lhe convier. É pegar o jornal, ver a programação, escolher e ir. Nada mais confortável.

A única desvantagem é sair do cinema sedenta pra conversar sobre o que acabou de ver e não ter com quem. Ao mesmo tempo, é uma experiência deliciosa ficar maturando o filme na cabeça, com calma e tranquilidade, sem ser contaminado pela opinião de ninguém.

Outro programa bom de se fazer sozinha é ir a museus e exposições. Você vai no seu ritmo, lento ou apressadinho, sem se preocupar com nada a não ser curtir o que está exposto. Descobri recentemente que até a peças e shows (não aqueles em estádios ou ginásios; esses, sim, pedem uma bela e animada companhia) é possível ir sem companhia e se divertir muito.

Não preciso de companhia também pra ir pra cozinha preparar uma bela refeição. Faço para mim um almoço ou um jantar com a mesma dedicação e carinho com que cozinho para queridos. E arrumo a mesa da mesma forma que faço quando recebo uma visita. Descobri recentemente a delícia de beber uma, duas, três taças de vinho, tendo apenas e tão somente minha companhia. E chego a brindar... com a garrafa! (pode parecer triste, mas não é, acreditem!).

Depois de tudo isso, devo confessar que há algo que ainda não consigo fazer sozinha: viajar. Entendo os argumentos do defensores da prática, que são basicamente os mesmos que uso para fazer programas solitariamente: é libertador poder escolher trajetos, ficar mais tempo no lugar que gostou mais, estar aberto a conhecer mais pessoas, acordar muito cedo ou bem tarde, ter mais tempo para se autoconhecer... Sim, não duvido, deve ser o máximo. Mas sempre acabo adiando ter essa experiência pela primeira vez. Quando superar isso, conto aqui como foi. Prometo.

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