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Thiago Nogueira

A Libertadores sem naming rights

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PUBLICADO EM Fri Jan 12 03:00:00 BRST 2018

Não sei se você reparou, mês passado, no sorteio da Copa Libertadores, em Luque, no Paraguai, mas a marca da competição apareceu limpinha, sem o patrocinador atrelado, como vinha acontecendo nos últimos anos. De 2013 a 2017, os naming rights do torneio foram vendidos à fabricante de pneus japonesa Bridgestone, mas, para 2018, o contrato terminou, e a Conmebol preferiu não renová-lo – a patrocinadora também já havia informado que seus investimentos em publicidade estariam agora voltados para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

A decisão da Conmebol de deixar a marca Libertadores mais limpa é outra estratégia diretamente ligada ao que se faz na Liga dos Campeões, na Europa, a principal competição de clubes do planeta. Aliás, a entidade sul-americana já tinha alinhado o nome sem o termo “Copa”, chamado a competição oficialmente de Conmebol Libertadores Bridgestone. É a mesma lógica da Uefa Champions League, em inglês. Assim, o torneio deste ano será apenas Conmebol Libertadores.

Pioneiros

A montadora japonesa Toyota foi a primeira empresa a patrocinar a Libertadores. Ela teve seu nome associado ao torneio por dez anos, a partir de 1998. Em 2008, foi a vez do banco espanhol Santander tornar-se o segundo principal patrocinador da competição, o que durou cinco anos. Posteriormente, veio a Bridgestone. Muitos patrocinadores secundários também investiram na Libertadores, como a Nike, que fornece a bola oficial da competição. 

Cronometrado

Um dos mais recentes contratos assinados pela Conmebol foi com a TAG Heuer, empresa suíça conhecida pela fabricação de relógios. Ela terá tanto o direito de estampar sua marca nas placas de substituição e acréscimos como o direito de cronometrar oficialmente as partidas da Libertadores deste ano e do ano que vem. Os árbitros receberão um relógio modelo Connected Modular 45, considerado ideal para o controle do tempo das partidas.

Finalíssima

Em reunião em dezembro, a Conmebol “pré-aprovou” a implementação da final da Libertadores em partida única a partir de 2019. O Mineirão é um dos candidatos a receber o jogo. O engajamento de torcedores, que não costumam abrir mão de viajar para acompanhar seu time numa decisão, é um dos argumentos. Mas seria preciso se ajustar as estratégias com os patrocinadores, para ações promocionais e eventos na cidade escolhida para a final.

Equiparação

O fato de não ter o símbolo de uma marca no nome da competição favorece acordos com outras empresas. Uma das patrocinadoras, a Amstel, da fabricante de cervejas alemã Heineken, se viu numa situação embaraçosa ao tentar colocar a marca da Libertadores em suas latas com o nome Bridgestone junto. A Conmebol quer acabar com os diferentes valores de patrocínio. Atualmente, quatro empresas têm contratos de valores altos, e outras quatro, de valores menores. 

Embaraço

A Conmebol tem adotado certa “guerrilha” no combate à exibição de marcas de não patrocinadores da Libertadores em seu torneio. Os mineiros se lembram quando a entidade chegou a tapar os escudos e letreiros do América no Independência em jogos do Atlético na competição. Isso aconteceu em 2015 e em uma partida no ano passado, o que, depois, foi contornado. O regulamento determina que apenas marcas de clubes participantes e patrocinadores apareçam nos estádios.

Imagem

Além da marca Libertadores, a Conmebol também tem tentado limpar sua própria imagem, depois do escândalo de corrupção desencadeado em 2015, que culminou com a prisão de dirigentes do futebol, incluindo Juan Ángel Napout, então presidente da entidade. A decisão de estender a competição ao logo de todo o ano – o que aconteceu pela primeira vez no ano passado – agradou os patrocinadores, já que suas marcas ficam mais tempo em evidência.

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