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Thiago Nogueira

O Canarinho Pistola e a fábula dos mascotes

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PUBLICADO EM Fri Sep 08 03:00:40 BRT 2017

Era uma vez uma camisa branca e de gola azul na Copa de 1950. Coitada. Foi com ela que o Brasil caiu em lágrimas com o Mundial perdido em casa para os uruguaios. Três anos depois, a então Confederação Brasileira de Desportos (CBD) resolveu mudar as cores da camiseta do escrete brasileiro.

Aldyr Garcia Schlee, com 19 anos, sugeriu um manto amarelo, com detalhes em verde, e ganhou o concurso nacional. Um ano depois, na Copa de 1954, o radialista Geraldo José de Almeida cunhava o termo seleção canarinho, em alusão ao pequeno pássaro de plumagem amarelada.

Sessenta e dois anos depois, o canarinho cresceu. Ganhou músculos e cara de bravo (foto). Foi apresentado pela CBF em outubro do ano passado, em Natal, onde o Brasil jogou pelas Eliminatórias contra a Bolívia. Ele não lembra o Piu-Piu quando vira monstro? Mas, bombado e zangado que fosse, ele não foi páreo para o todo poderoso Neymar Jr.

Trollada

Com a ajuda de Philippe Coutinho no quesito travessuras, Neymar aprontou para cima do Canarinho e o derrubou no fim do treino em Manaus. Pronto. O Canarinho Pistola – assim popularizado nas redes sociais – ganhou, enfim, os minutos de fama que precisava. Nem o marqueteiro mais bem pago da seleção teria pensado em uma sacada dessa! Põe essa na conta do jogador mais caro do mundo – com colaboração daquele que quase o sucedeu no Barcelona.

Light

Em maio deste ano, o Canarinho apareceu em um evento na sede da CBF bem mais simpático, sorridente e de olhos arregalados. “Ué, cadê o zangadão?”. “Calma galera... o canarinho é um só. Depende do clima...”, respondeu a entidade. Gostando ou não, ele já causava frisson, sem qualquer ajuda de craques. Em meio a essa popularidade, a CBF já prepara uma linha de produtos do mascote, com bonecos, chaveiros e coisas do tipo. E será tudo com o semblante “pistola”, o que mais agradou.

Função

Os mascotes são personagens que extrapolam o futebol em si. Mesmo que não falem, são ótimos comunicadores, alegram o ambiente e arrancam sorrisos. Tanto que acabam convocados para ações sociais, como visitas a hospitais ou a casas de repouso e também em promoções com torcedores, especialmente, com a garotada. O perfil lúdico dos personagens ajuda na fidelização e no encantamento dos pequenos para com o time escolhido para torcer. 

FOTO: Lucas Figueiredo/CBF

Canarinho Pistola: cara de bravo.

Crescidos

Os mascotes fazem parte da cultura do futebol brasileiro. Nossos Galo, Raposa e Coelho são crias do cartunista Fernando Pierucetti, o Mangabeira, no fim dos anos de 1930. Mas foi em meados dos anos 2000 que os mascotes ganharam vida própria, tamanho, carne, osso e pelúcia, entrando literalmente em campo com a bandeira dos departamentos de marketing. Mesmo “infantilizados”, eles animam o público e costumam cair nas graças dos marmanjos. Que torcedor nunca pediu uma foto?

Camaradas

Para a decisão da Copa do Brasil, os finalistas promoveram uma ação de cordialidade entre os mascotes, algo que já se viu na Europa. Por aqui, o Urubu-Rei recebeu o Raposão e o Raposinho no Rio e os levou para passear no Cristo Redentor. Juntos, simbolicamente e estrategicamente, eles ficam ainda mais fortes e representativos. Mineirinhos que são, os mascotes do Cruzeiro também saíram para curtir uma praia, antes do duelo à noite, no Maracanã.

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