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Trigueirinho

A trajetória do peregrino em direção ao encontro

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PUBLICADO EM 17/08/08 - 00h00

No momento atual, o empenho em superar os obstáculos na trajetória evolutiva precisa ser diligentemente assumido pelo aspirante e pelo discípulo. Diante de uma situação que os impeça de prosseguir, pouco adiantará lançarem-se contra ela ou deterem-se pesarosos; devem reunir as próprias energias e, sob inspiração interior, encontrar o modo de transcendê-la, procurando encontrar o caminho.

Não há barreira que não possa ser vencida, não há escuridão que não possa ser permeada pela luz. Muitas vezes acontece de forças involutivas, aproveitando-se das fraquezas do peregrino, incutirem-lhe a ilusão da intransponibilidade de um obstáculo. Portanto, a determinação em prosseguir deve estar sempre presente no ser e também a fé de que será amparado e suprido naquilo que com as próprias forças não puder realizar.

Se o homem não chega a desiludir-se das capacidades materiais que possui, não descobre o imenso potencial que pode fluir por intermédio do seu ser interior. Para que participe da existência em níveis profundos, deve ter conhecido a desilusão, pois nela está a possibilidade de abdicar das ligações com o mundo e de lançar-se corajosamente no desconhecido.

É muito comum às pessoas, mesmo que já tenham percorrido certo trajeto do caminho espiritual e estejam sinceramente buscando a luz, não se livrar de suas tendências e apegos humanos. Mantêm-se iludidas, imaginando-se auto-suficientes. Criam uma teia de novos compromissos em suas vidas, pensando com isso estar servindo à obra da criação.

A sabedoria interior procura utilizar tudo para o bem, e a misericórdia transforma o que seria um mal em fonte de impulso para o desenvolvimento dos seres. Todavia, se o indivíduo está procurando servir unicamente ao Supremo, e se pode, por pouco que seja, compreender o perspicaz e dissuasivo jogo das forças involutivas, não deve dispersar a energia superior num trabalho de desfazer e redirecionar o que ele próprio poderia ter evitado.

Diante das situações facultativas, que são tantas no viver diário, o ensinamento apresenta a lei espiritual e cósmica; entretanto, a decisão de acatá-la caberá sempre ao próprio peregrino. Não se pode avançar no caminho evolutivo se não se está em sintonia com o destino ao qual ele conduz, e essa sintonia é traduzida por uma obediência aos desígnios superiores, expressões de leis criadoras.

A vida imutável também se expressa por meio de leis. Porém, obedece a uma organização distinta da vida evolutiva, segue outra dinâmica, até agora desconhecida da maioria da humanidade.

Existe no cosmos a possibilidade de interpenetração de universos e de linhas evolutivas. Tal possibilidade está presente nos chamados milagres e na manifestação de muitos fatos misteriosos, realidades pertencentes a mundos imateriais e que se refletem no mundo das formas.

Aquele que verdadeiramente se entrega à senda do espírito não espera recompensas, tampouco busca satisfações. Ele sabe que a gratidão é o fio que o conduz no escuro labirinto da vida humana, que a humildade é a única trilha segura para seus pés descalços e que a silenciosa e ardente aspiração é a tocha que será acolhida pelo fogo da resplandecente luz.

O ensinamento é para ele lei, vida. alimento para sua alma, fogo de mil luzes, o ensinamento resplandece em fulgor e glória a cada passo que o peregrino dá em direção ao encontro.

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