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Três contra um

Os petistas Patrus Ananias e Luiz Dulci Soares e o colega de ministério Hélio Costa, do PMDB, vêm conversando e se entendendo desde as eleições municipais, na mesma medida em que se distanciam, todos os três, e cada vez mais, do ex-prefeito Fernando Pimentel (PT).


Carnaval

Os blocos e bailes animavam o antigo Carnaval em todas as cidades mineiras. Com o abandono dessas tradições, foi desaparecendo junto o Carnaval em muitos municípios. Hoje, via de regra, onde ainda há alguma agitação, o que acontece é um show de grupo de axé em nada diferente de eventos realizados em outras épocas do ano. Um Carnaval que promete ser um dos melhores do interior mineiro, neste ano, é o de Conceição do Mato Dentro. O prefeito Breno Costa está entrando com o pé direito em sua nova administração. Ele contratou 10 bandas que se revesarão em dois shows diários e promete ser o melhor Carnaval da história na cidade, com estrutura jamais vista.




O deputado federal Fabinho Ramalho com Flávia Assis, na Marília.



No inferno

A Coface, empresa de origem francesa que tem 52% do mercado brasileiro de seguros a créditos para exportação, constata um grande aumento do calote no comércio exterior. Só faltava isso para completar o inferno dos exportadores, que já enfrentam problemas de demanda, preço e crédito. Agora, quando conseguem vender, arriscam-se a levar cano.


Mal me quer

Ficou no passado a tradição de presidência da Amas, a associação de assistência social de BH, pela primeira-dama do município. Com o prefeito Célio de Castro, que era divorciado, não houve uma primeira-dama para tocar a entidade. A historiadora Thaís Pimentel, última primeira-dama, optou por se dedicar ao Museu Mineiro. E a sua sucessora, Regina Lacerda, está preferindo ser "voluntária" e não presidente da Amas, para continuar tocando sua carreira de psicóloga.


Ele apronta

Mangabeira Unger, um dos mais inventivos e polêmicos ministros de Lula, está aprontando, e grande. Reforçado por sua fama internacional e pelo trânsito no governo de Barack Obama, de quem foi mestre em Harvard, Unger prepara na Secretaria de Assuntos Estratégicos uma agenda para modernização do Estado brasileiro. A tal agenda deve ser divulgada no dia 12 de março. E tem objetivos nada modestos: o ministro fala em "uma reforma radical" rumo a um "novo modelo de desenvolvimento".


Tem companhia

O principal parceiro de Unger na "reforma radical" do Estado é Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Movimento Brasil Competitivo. Juntos, ministro e empresário vêm trabalhando na agenda reformista há seis meses. Na semana passada, reuniram em São Paulo executivos de grandes empresas e gente do governo. Gerdau cita como pilares da nova proposta modernizante: planejamento estratégico, foco em eficiência operacional e regras de governança. Ele e Unger apostam que a crise ajudará a agenda reformista a sair do plano das intenções "ainda este ano".


Outra experiência

O último esforço de modernização do Estado no Brasil ocorreu no governo FHC, sob a batuta de Luis Carlos Bresser Pereira. Foi a chamada Reforma Gerencial de 1996. Mesmo implantada apenas em parte, trouxe inúmeros avanços: privatizações e agências reguladoras, descentralização da saúde e educação, expansão do terceiro setor (ONGs e Oscips), Lei de Responsabilidade Fiscal, etc. A reforma de Bresser seguia os preceitos do pensamento dominante na época, o neoliberalismo. A do professor Unger deve seguir outra linha, porque ele nunca foi de rezar na cartilha neoliberal. E essa cartilha hoje está completamente fora de moda.




Com a colaboração de Marcelo Generoso (generoso@globo.com) E-mail: raquelfaria@otempo.com.br

Publicado em: 17/02/2009

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