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Os aflitos

Alguns investidores mineiros rezam para que seus nomes não apareçam na lista dos brasileiros que aplicaram dinheiro "frio" ou não-declarado nos fundos do mega fraudador Bernard Madoff. Um desses investidores locais teria perdido US$ 15 milhões. E uma família muito conhecida em Minas estaria abalada: além das perdas vultosas, ainda tenta culpar um dos seus membros mais jovens pela ruinosa aplicação. Os fundos de Madoff sumiram com R$ 50 bi de investidores de vários países.


Virou piada

Depois que a imprensa divulgou articulações para dar a Fernando Pimentel a coordenação do conselhão ou Cedes, o pernambucano e também ex-prefeito João Paulo Cavalcanti correu a articular sua nomeação para outra coordenadoria do ministério das Relações Institucionais, a que cuida de emendas parlamentares. O ministério de José Múcio Monteiro seria assim fatiado entre três "ministros", num arranjo que gerou piadas em Brasília antes de cair no esquecimento. Hoje, não se fala mais no assunto.


A explosão

Políticos experientes como Jarbas Vasconcelos não desabafam em revista nacional. A entrevista do senador que caiu como bomba no PMDB foi um gesto refletido, calculado - e combinado com terceiros. O senador sabia exatamente o que estava fazendo: detonando certos membros do partido, especialmente José Sarney, cujas articulações para ganhar a presidência e perpetuar seu feudo no Senado deixaram muitos enfurecidos. Mas a gota d’água que derramou a ira de Jarbas, aliado de José Serra, pode ter sido a movimentação recente de Sarney (já noticiada aqui) em favor de Aécio Neves. A sucessão de 2010 mal começou e já está derramando sangue.


Deu a louca

Um pequeno calote (5% das operações de crédito imobiliário), dentro de três ou quatro bancos dos EUA, transformaram-se numa cadeia de perdas de mais US$ 70 trilhões e colocaram o mundo em crise. Isso, porque o mercado global vinha gerando riqueza virtual em proporção geométrica, sob as vistas grossas de governos. Era um castelo de cartas. E bastou cair uma carta para tudo se desmanchar. Agora, esses governos ineptos e sem controle sobre o mercado lançam pacotes com uma dinheirama que tiram não se sabe de onde e que aumenta em proporção também geométrica: mais um castelo de cartas para tentar o salvar o que desabou. Dá para acreditar?




André Aparecido recebeu na ALMG o novo presidente da Grambel, prefeito Rogério Avelar (de Lagoa Santa), ontem logo após sua eleição consagradora.



Grande Joaquim

O relator do processo contra os mensaleiros, ministro Joaquim Barbosa, iniciou uma verdadeira revolução processualística no STF, com uso de tecnologias de informação e uma sorte de providências que aceleram os trabalhos no tribunal. Quer e pode concluir o processo ainda este ano ou no mais tardar em 2010. Os acusados contavam com a lentidão da Justiça e a possibilidade de intermináveis recursos procrastinatórios para arrastar a sentença além de 2011, quando muitos crimes já estariam caducos.


Mudança possível

A revolução de Joaquim, primeiro negro na corte suprema, significa tão somente o uso pioneiro de instrumentos à disposição do Judiciário. Um deles, e mais importante, é a informatização da complexa ritualística processual, tornada possível por uma lei aprovada há uns dois anos. A relatora dessa lei no Senado, Serys Slhessarenko (PT), defendia o projeto com um apanágio: a Justiça só é justa quando é ágil. Hoje, nossos juízes podem revolucionar e agilizar a Justiça. Está aí o exemplo de Joaquim.


Toureiro

A julgar pelas pesquisas de opinião, Lula está dando olé na crise. Os brasileiros não só eximem o governo de responsabilidade pela crise, percebida como mundial, como avaliam que seus efeitos no país vêm sendo bem administrados pelo presidente.




Com a colaboração de Marcelo Generoso (generoso@globo.com) E-mail: raquelfaria@otempo.com.br

Publicado em: 18/02/2009

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