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Faz sentido

A essa altura, MRV e Gafisa já devem ter desmentido a informação divulgada ontem no Relatório Reservado de que elas estariam "em negociações para uma futura fusão". É natural e previsível que neguem. Mas a notícia tem sua lógica. A mineira MRV é líder na habitação popular, segmento em que a paulista Gafisa entrou em 2008 com a incorporação da Tenda, daqui de Minas. Juntas, as duas grandes empresas formariam uma megaconstrutora, com capital e estrutura para erguer centenas de milhares de moradias. E bem na hora em que o governo prepara pacote para construção de "um milhão de casas popularess".


Vencendo

O pintor Fernando Pacheco levou 40 anos, mas chegou lá: no dia 3 de março inaugura a primeira exposição individual de sua longa carreira artística na galeria principal do Palácio das Artes. Poucos mineiros já tiveram o privilégio de ocupar, sozinhos, o espaço dessa galeria destinada à mostra de grandes coleções e artistas consagrados.


E inventando

A mostra no PA confirma o que já se sabia: Pacheco é hoje o mais popular artista plástico vivo e atuante em Minas. Em parte pelo impacto visual de suas telas coloridas. E em parte, também, por sua personalidade. Ele é um inventor de artes, em duplo sentido. Ousou colocar sua pintura em roupas de Victor Dzenk, em pratos de porcelana, em paredes de espaços públicos e, recentemente, em torta comestível. Já deu show de pintura em shopping, teatro e até em casamento. Faz mil artes para divulgar sua arte. E conseguiu.




O ortodontista Bruno Gribel com Bya, curtindo o camarote Salvador 2009.


Sombrio

Pelo menos como hipótese, a recessão chegou ao Brasil. Anteontem, dois analistas de diferentes instituições financeiras previram uma "recessão técnica" na economia brasileira em 2009. Vale dizer: dois trimestres seguidos de crescimento negativo ou queda do PIB. Antes, fala-se apenas em "desaceleração", ou seja, diminuição da taxa de crescimento.


Teatro público

Quando a Embraer anunciou o corte de 20% do seu quadro de funcionários, na semana passada, o governo federal reagiu como se tivesse sido pego de surpresa. Mas não é bem assim. A cúpula do governo sabia do plano de corte de pessoal da empresa havia, pelo menos, 75 dias. O aviso fora dado à ministra Dilma Rousseff, em 3 de dezembro, durante encontro com sindicalistas. O presidente Lula e o diretor-geral do BNDES, Luciano Coutinho, também sabiam dos problemas na Embraer. Dilma disse, na ocasião, que não poderia interferir por se tratar de uma empresa privada. E ninguém mais tocou no assunto. Até o aviso virar fato e todos saírem com declarações de perplexidade e indignação.


Meia verdade

Roberto Setúbal, presidente do Itaú/Unibanco, nega demissões em massa com a fusão dos dois bancos. E, de fato, o novo superbanco não está demitindo massivamente: está desempregando
aos grupos. Após a autorização da fusão, começaram as dispensas de executivos e funcionários
graduados que atuavam nas corretoras e nas áreas de investimentos e atacado dos dois bancos. Dos 0 analistas de investimentos que trabalham nos ois bancos, só sobraram 25. Em seguida, devem ocorrer as fusões de agências, com as reduções proporcionais de pessoal. E assim vai-se enxugando a estrutura dos bancos fundidos: como remédio ruim aplicado aos poucos para ficar mais palatável.




Com a colaboração de Marcelo Generoso (generoso@globo.com) E-mail: raquelfaria@otempo.com.br

Publicado em: 27/02/2009

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