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Caos. Em pleno sábado, a cratera formada na avenida Tereza Cristina, altura do bairro Carlos Prates, causou engarrafamentos

FOTO: Rodrigo Clemente
Caos. Em pleno sábado, a cratera formada na avenida Tereza Cristina, altura do bairro Carlos Prates, causou engarrafamentos
Cidades

Paliativo. De acordo com a Urbel, problema na avenida só vai acabar com obra mais complexa e ainda mais cara
Cratera vai custar R$ 1 mi para PBH
Reforma no buraco começou ontem e pode ser atrasada pela própria chuva
Flávia Martins y Miguel
Para desaparecer, a cratera que tomou conta da avenida Tereza Cristina desde a chuva da última quarta-feira deve custar R$ 1 milhão aos cofres da prefeitura da capital, de acordo com informações da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel). O estrago que provocou a interdição de um quarteirão entre as esquinas das ruas Prados e Espinosa na altura do bairro Carlos Prates, na região Noroeste, começou a receber tratamento na manhã de ontem por funcionários da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap). Neste primeiro momento, o local está passando por uma inspeção por parte dos técnicos que analisam os problemas da falha no asfalto. "Hoje (ontem) estamos abrindo o asfalto com uma máquina para vermos o que está acontecendo no fundo. Vamos checar o emissário do esgoto que foi rompido e ver o tamanho desse rompimento", explicou o diretor-presidente da Urbel, Claudius Vinícius Leite Pereira. As intervenções de recuperação da cratera vão começar nesta semana logo após a contratação emergencial de uma empresa de engenharia. A obra está prevista para durar um mês, mas pode atrasar se as chuvas continuarem castigando a capital.

"A chuva pode atrapalhar o cronograma porque impede o desenvolvimento dos trabalhos. Sempre que tivermos possibilidade, vamos continuar a obra. O problema é que quando molha o terreno, não dá para fazer a compactação", afirmou Pereira. Embora a recuperação da avenida esteja organizada e já dá sinais de execução, a raiz do problema continua sem solução. A falta de recursos para a construção de uma laje no fundo do rio Arrudas impede que novas ocorrências sejam descartadas naquela região da capital. As águas continuarão a atingir a camada de solo do asfalto e novos incidentes poderão tornar a acontecer. "Não é realmente o ideal para resolver. Vamos recuperar tudo, vai ficar bom novamente para receber o trânsito, mas o que origina o problema não está sendo resolvido. É preciso concretar toda a laje no fundo do Arrudas para acabar com os estragos da chuva. É uma obra caríssima, que a prefeitura não consegue executar sozinha", confirmou o presidente da Urbel. O secretário Murilo Valadares visitou o local ontem. Outros pequenos buracos na avenida devem ser tampados até o final da semana.

Meta de limpar a lama até ontem não foi cumprida

Apesar das máquinas e servidores nas ruas, não foi possível a Prefeitura de Belo Horizonte cumprir a meta e limpar a cidade de toda a lama trazida pela chuva até ontem. A meta de concluir o serviço no sábado foi estabelecida pelo Secretário de Políticas Urbanas, Murilo Valadares, na última quinta-feira. A assessoria de imprensa da Urbel garantiu que o trabalho deve ser concluído ao longo da próxima semana. Só ao longo da avenida Tereza Cristina, que foi fortemente atingida, 140 homens atuam na limpeza. Moradora da avenida, no bairro Vila São Paulo, a comerciante Norma Costa Rodrigues, 42, diz que a lama se transforma em poeira, com a trégua dada pela chuva. "A sujeira acaba entrando dentro de casa, é difícil manter a limpeza", afirmou. (Aline Louise)
Publicado em: 04/01/2009



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