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 Adeus. Moça em marcha do 1º de Maio em Paris, que integra última exposição do IMS FOTO: Alécio de Andrade/divulgação |
| Adeus. Moça em marcha do 1º de Maio em Paris, que integra última exposição do IMS |
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Magazine » LupaCrise. Centro cultural, localizado no centro da cidade, funcionará até o dia 31 de agosto
IMS fecha as portas em BH
Rodrigo Soares
O Instituto Moreira Salles fechará suas portas. A exposição "Alécio de Andrade", reunião de 102 imagens realizadas pelo fotógrafo carioca, que será inaugurada na próxima terça-feira, marcará o fim das atividades do centro cultural, localizado na avenida Afonso Pena.
Segundo Flávio Pinheiro, superintendente executivo do IMS, a opção por fechar o lugar em Minas passa por contenção de gastos e pela crise econômica mundial. "É uma decisão muito difícil de tomar. Entretanto, nesse momento, tivemos que priorizar alguns gastos, entre eles o de conservação de todo nosso acervo, que é bastante elevado", comenta Flávio, frisando que o fechamento nada tem a ver com a união entre os bancos Itaú e Unibanco (anunciada em novembro do ano passado). "Já há muitos anos o IMS não recebe dinheiro dos bancos", garante.
Para amenizar a perda que a cidade sofre com o fim das atividades do IMS, Flávio diz que já negocia parcerias entre o Instituto e outros centros culturais locais. "Nossa intenção é que o público de Belo Horizonte não deixe de receber nossas mostras. Se agora não é possível em um local próprio, nos esforçaremos ao máximo para estabelecer parcerias."
Nos 12 anos de existência (o Instituto foi inaugurado em setembro de 1997 na cidade), passaram por lá mais de 40 exposições de artistas como Marc Ferrez, Samson Flexor, Bez Batti e Thomas Farkas. O centro cultural, criado originalmente em 1992 em Poços de Caldas pelo banqueiro Walther Moreira Salles, ficou conhecido por receber palestras, cursos e recitais.


Publicado em: 01/08/2009