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Banda Canastra é velha conhecida da 53HC

FOTO: Raíssa Góes/divulgação
Banda Canastra é velha conhecida da 53HC
Fim de semana

Atrações. Edição 2009 tem duas bandas internacionais: Motorama e Zigmat
Muito rock nos dez anos do 53HC
Festival que acontece hoje, amanhã e nos próximos dois finais de semana traz expoentes da cena independente
Daniel Barbosa

São duas atrações internacionais - o Motorama, da Argentina, e o Multicultural Zigmat, radicado em Nova York - e outros 24 shows de alguns dos principais expoentes do cenário independente nacional, como Mundo Livre S/A, Autoramas, Cachorro Grande, Ratos de Porão e Móveis Coloniais de Acaju.

É, pois, em grande estilo que o 53HC Fest comemora seus dez anos de existência, com a programação dispersa ao longo de quatro dias: hoje e amanhã e nos dois finais de semana seguintes, dias 24 e 30 de outubro, sempre no Lapa Multshow, que, aliás, também está comemorando dez anos de atividades. Criado e dirigido pela produtora 53HC (que também funciona como selo e loja de discos), o festival, que começou com foco no rock mais pesado, tem hoje na diversidade de estilos o seu maior trunfo.

A banda Canastra, que se apresenta amanhã, é uma das que acompanharam de perto o desenvolvimento das produções da 53HC, que realiza também, trimestralmente, o festival Flaming Night. "Já tocamos bastante nos eventos da produtora. O Bart (diretor da 53HC) é um cara que agita muito a cena aqui e, de tanto fazermos coisas juntos, ficamos amigos. A gente ficou bem mais conhecido em Minas por conta da participação nos eventos dele", diz o vocalista e guitarrista Renatinho, destacando o prazer de tocar na cidade.

"Em alguns lugares a gente cria laços maiores, como Goiânia ou Brasília. São cidades com uma cena independente consolidada, e Belo Horizonte está entre elas. Tem ainda a questão da empatia do público local com o tipo de som que você faz. É sempre muito bom tocar aí", diz, em entrevista por telefone. Com um som que transita entre o rockabilly e o dixieland, o Canastra vai mostrar faixas de seus dois discos lançados e improváveis versões, que podem ir de Elvis Presley até o Hino Nacional Brasileiro.

Há dois anos sem se apresentar em Belo Horizonte e com um disco - o quinto da carreira - recém-lançado, "Cinema", os gaúchos do Cachorro Grande não escondem a expectativa pelo show que fazem hoje. O vocalista Beto Bruno diz que, justamente pelo tempo longe da capital mineira, o repertório vai abarcar músicas que remontam a toda a discografia, incluindo as composições do novo álbum.

"Tocamos tão pouco aqui que a gente não hesita quando pinta um convite. Sabemos que a galera aí é bem doida, gosta tanto de rock’n’roll que se chamarem a gente para tocar num ponto de ônibus a gente vai", diz, acrescentando que o grupo nunca desfrutou de tanta visibilidade e que, mesmo com contrato assinado com uma gravadora - a Deckdisc -, não quer perder o contato com a cena independente.

TRIP MUSIC. A Zigmat vem do Brooklyn, Nova York, e sua origem é tão diversa quanto a cosmopolita Grande Maçã. A bela, gentil e porto-riquenha Mônica Rodriguez canta ao lado de um alemão, um israelense e um indiano. "Nossa música é uma combinação de eletrônico e rock. Mas também tem um som muito novo, porque o grupo é multicultural", diz Mônica, já em Belo Horizonte desde o início da semana.

A banda foi formada em 2006 e teve seu primeiro disco, "Sounds of Machines", lançado este ano no Brasil, pelo selo Ultra Records. A relação com o Brasil, conta Mônica, se estreitou depois que a banda conheceu o produtor brasileiro Barral, num bar chamado Nublu, no Village, Nova York, onde rolam sons tão diversos como forró e a trip music da Zigmat, que tem sido comparada a sons como do Massive Attack e das Brazilian Girls, banda que não tem uma brasileira sequer.

Serviço. 53HC Fest, hoje e amanhã, a partir das 20h, no Lapa Multshow (rua Álvares Maciel, 312, Santa Efigênia, 3271 7237). Ingressos a R$ 25 (antecipado), R$ 30 (na hora) e R$ 45 (passaporte para dois dias). Veja programação completa nas páginas 18 e 19.

Publicado em: 16/10/2009



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