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Êxito. Cena que reúne as atrizes Maria Clara Spinelli (esq.) e Sílvia Lourenço, ambas premiadas com o troféu de melhor atriz no Festival de Paulínia

FOTO: pandora filmes/divulgação
Êxito. Cena que reúne as atrizes Maria Clara Spinelli (esq.) e Sílvia Lourenço, ambas premiadas com o troféu de melhor atriz no Festival de Paulínia
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Cinema. “Quanto Dura o Amor?”, que aborda questões da diversidade sexual, está em cartaz
As complicações das relações amorosas
Rodrigo Soares
Desde ontem está em cartaz em Belo Horizonte o novo longa de Roberto Moreira, "Quanto Dura o Amor?". O filme, que têm no elenco Paulo Vilhena, Danni Carlos e Leilah Moreno, traz abordagens delicadas sobre alguns aspectos da diversidade: a readequação sexual e a paixão entre duas mulheres.

O primeiro aspecto é representado por Suzana (Maria Clara Spinelli), advogada que começa uma relação com um colega de trabalho e sofre por não saber qual reação ele terá quando souber que ela é uma mulher transexual.

"Acho interessante, pois esta questão da personagem é um dos pontos que a compõem, não o foco principal. O Roberto (Moreira) teve um tratamento muito respeitoso com o assunto", comenta Maria Clara, atriz que, assim como a personagem, também passou uma cirurgia de adequação sexual. "Tive dúvidas se aceitaria ou não o papel, já que há este fato que nos une. Mas percebo que ficou claro que a Suzana não sou eu, e posso dizer que foi um desafio interpretá-la".

Já a abordagem sobre o lesbianismo é feita através de Marina (Sílvia Lourenço), jovem recém-chegada a São Paulo e que se apaixona por Justine (Danni Carlos).

Na história dessa relação, segundo o próprio diretor do longa, há a intenção de mostrar a impossibilidade de um amor se desenrolar pela incompatibilidade entre as duas partes, e não por se tratar de uma relação homossexual.

"No fundo, o problema das duas, assim como o da Suzana, está em se apaixonar nos dias atuais e lidar com a expectativa da reação do outro, a idealização que fazemos do parceiro, a não correspondência do sentimento... É fácil se identificar, pois é um tema comum a todos", afirma Moreira, dizendo ainda que, para além de agradar ao público LGBT, o filme foi pensado para atingir todos os segmentos.

"Não vi até agora nenhuma reação de preconceito. Pelo contrário, todos torcem pelos amores da história", comenta ele.

Público

Carreira.
O filme está em cartaz no Usina Unibanco de Cinema e no Usiminas Paragem. Até o momento, o longa, que já passou por São Paulo, foi visto por mais de 14 mil pessoas.
Publicado em: 21/11/2009



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