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 A atriz, em cena do folhetim de autoria de Iris Abravanel FOTO: sbt/divulgação |
| A atriz, em cena do folhetim de autoria de Iris Abravanel |
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Magazine » GLSTelevisão. Fabianna Brazil faz participação de uma semana no folhetim exibido pelo SBT
Transexual integra elenco de "Vende-se um Véu de Noiva"
Rodrigo Soares
O telespectador da novela "Vende-se um Véu de Noiva" (SBT) deparou-se, desde segunda-feira, com uma nova personagem que entrou para movimentar ainda mais a trama: a travesti Andressa Carla, que surge para escandalizar a vida de Homero Reis (Marcos Winter). Fabianna Brazil, intérprete da personagem, surge para fazer história na TV, já que é a primeira transexual a fazer uma novela no Brasil.
A oportunidade de participar da trama surgiu através de Yoya Wursch, coautora do folhetim e que já conhecia a atriz. Inicialmente, a participação duraria dois capítulos. Entretanto, suas cenas foram diluídas e devem continuar indo ao ar até amanhã, totalizando seis dias (ela apareceu pela primeira vez na segunda-feira).
"A personagem mostrou muita força, e a minha presença na novela gerou repercussão, acho que por isso está durando mais", aposta ela.
Ainda que este possa ser considerado o debute de Fabianna na TV (antes ela havia feito apenas pequenas participações e figurações), sua carreira artística vem de muito antes. Formada em artes cênicas pela Unirio (do Rio de Janeiro), Fabianna já fez balé e integrou o elenco de programas infantis, entre eles o "Milk-Shake", atração comandada por Angélica na década de 80.
"Comecei com o teatro, mas, pelo meu jeito, não interpretava papéis masculinos. Aí fui para o balé e voltei para a dramaturgia após me tornar a Fabianna Brazil", conta ela que, além do trabalho artístico, é funcionária da prefeitura de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro.
Entre as aspirações da atriz estão a de receber convites para novos trabalhos e também abrir as oportunidades para que outros transexuais possam trabalhar na dramaturgia sem preconceito.
"Não estou atrás de notoriedade. Tenho talento e estudei para me aprimorar, estou preparada para novos desafios. E, assim como eu, vários outros transexuais querem mostrar sua arte mas ainda esbarram no preconceito. A televisão precisa, cada vez mais, mostrar a diversidade com a qual hoje em dia nós nos deparamos", afirma ela.
Publicado em: 28/11/2009