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 Distinção. Pimentel e Roberto Carvalho se encontraram ontem com Dilma em Brasília, mas não teriam tratado da situação em Minas FOTO: Paulo Henrique Carvalho/Casa Civil |
| Distinção. Pimentel e Roberto Carvalho se encontraram ontem com Dilma em Brasília, mas não teriam tratado da situação em Minas |
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PolíticaMinas. Aliados de Pimentel defendem que primárias seriam irreversíveis para um acordo futuro com o PMDB
Por aliança, ala do PT rejeita prévias e já cogita ser vice
Ex-prefeito, que se reuniu com Dilma, não pensa em abrir mão de candidatura
Érica Toledo
Especial para O TEMPO
A ala do PT aliada ao ex-prefeito Fernando Pimentel lançou ontem um novo argumento para evitar as prévias que definirão o candidato do partido ao governo. O entendimento é que a disputa poderia dificultar a possibilidade de um possível acordo com o PMDB no futuro. Em outras palavras, além de insistirem para que o ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, recue de sua pré-candidatura, eles cogitariam a hipótese de o PT abdicar da cabeça de chapa para o Palácio da Liberdade em favor, provavelmente, do ministro das Comunicações, Hélio Costa.
O ex-prefeito confirma o interesse de aproximação com os peemedebistas, pois não poderia descartar o peso desse apoio. No entanto, ele refuta a ideia de desistir da candidatura. "Não recuso liminarmente um entendimento com o PMDB, mas não com meu nome como vice. Vice não é uma coisa que a gente postule. Se convidado, eu recusaria", disse.
Ontem, Pimentel e o vice prefeito da capital, Roberto Carvalho (seu aliado), reuniram-se em Brasília com a ministra Dilma Rousseff, pré-candidata petista à Presidência. O ex-prefeito afirma que o impasse na base aliada em Minas não foi tratado no encontro, que teria se limitado ao pedido de verbas para obras.
Ao contrário do que líderes do PMDB mineiro alegam, Pimentel acredita que a indefinição não atrapalha a sustentabilidade da parceria com o PT em nível nacional. "Não quero ser tão pessimista de achar que um problema estadual possa comprometer uma relação tão sólida", argumentou.
Empenho. Mas a viagem à capital federal serviu para traçar definições sobre a sucessão estadual. Na segunda-feira à noite, Carvalho encontrou-se com Patrus com a intenção de fazê-lo desistir das prévias, que referendariam uma decisão difícil de ser alterada depois.
"Se o partido fizer prévias e 50 mil militantes escolherem o candidato, o PT não pode abrir mão da cabeça da chapa", afirmou o vice.
A hipótese de renúncia à candidatura própria é tratada com mais naturalidade por Carvalho. Ele não descarta a possibilidade de o PT compor uma aliança para tentar eleger Hélio Costa.
Sarney faz defesa pública de Dilma: "mulher de coragem"
Brasília. A ministra Dilma Rousseff (PT) recebeu ontem um apoio de peso para sua candidatura à Presidência, durante o anúncio de ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida. Na primeira aparição pública dela no ano, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defendeu Dilma como opção para dar continuidade às ações do governo Lula.
Sem mencioná-la, Sarney disse que a petista é uma mulher ao lado do presidente que tem demonstrado "coragem, decisões e exemplo".
À noite, Dilma se reuniria com a cúpula dos conselheiros de sua pré-campanha, que inclui o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel.
Especulações
Vice. Outra opção para Hélio Costa é ser vice na chapa de Dilma Rousseff. A saída estaria ganhando força na bancada do PMDB no Senado, que deve ser recebida por Lula em breve. Isso resolveria o impasse da base em Minas.
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 Aécio voltou a dizer ontem que seu destino é disputar o Senado FOTO: Rodrigo clemente |
| Aécio voltou a dizer ontem que seu destino é disputar o Senado |
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Vice de Serra
"Pressão comigo não funciona"
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), repetiu ontem que não vai ceder às pressões de tucanos e aliados de todo o país para ser vice na chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, José Serra, à Presidência da República. Apesar de considerar “legítimo” o desejo de boa parte da oposição de que ele aceite caminhar ao lado de Serra, Aécio declarou que vai trabalhar pela candidatura nacional do PSDB, mas em Minas Gerais.
“Há um sentimento, que eu considero legítimo, por parte de vários companheiros que gostariam dessa união. Da mesma forma que também é legítima a minha argumentação de que a forma que considero mais adequada de ajudar a vitória do nosso candidato é estando aqui em Minas Gerais”, declarou, durante uma visita à Unidade de Atendimento Integrado (UAI) instalada no centro da capital.
Aécio negou ainda que tenha sido pressionado por parte da cúpula tucana – o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), e o senador Tasso Jereissati (CE) – com quem esteve reunido anteontem em São Paulo. “Os companheiros do PSDB sabem que esse tipo de pressão comigo não funciona. Eu não iria a uma conversa como essa para ser pressionado”.
Segundo o governador, ele e os outros tucanos definiram estratégias para a articulação dos palanques regionais. Ele confirmou que o período após o Carnaval será para a conclusão dos acordos nos Estados, deixando a entender que esse é também o prazo para que José Serra assuma a candidatura à Presidência. (Rafael Gomes)
Peregrinação
Clima. O governador Aécio Neves disse ontem que vai iniciar, na próxima semana, uma série de inaugurações e visitas pelo interior de Minas na companhia do vice-governador, Antonio Anastasia.
Aliança
Para Andrade, acordo passa pelo Estado
O presidente eleito do PMDB em Minas, deputado Antônio Andrade, voltou a dizer que a aliança nacional com o PT depende do cumprimento do acordo entre as duas siglas também em Minas. “Existe um acordo nacional que diz que o candidato que tiver as melhores condições de vitória encabeçará a chapa. E isso tem que ser cumprido”.
Andrade não quis fazer comentários sobre as movimentações do PT de Minas para evitar as prévias dentro do partido com o intuito de facilitar um acordo futuro com o PMDB. “Esse é um problema que cabe ao PT resolver”, alegou. (RG)
Publicado em: 13/01/2010