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O consumidor belo-horizontino pode trocar o tomate, que subiu 30,8% ... ... pela batata, que ficou 7,35% mais barata no mês passado

FOTO: FOTOS PEDRO VILELA - 04.07.2006
O consumidor belo-horizontino pode trocar o tomate, que subiu 30,8% ... ... pela batata, que ficou 7,35% mais barata no mês passado
Economia » Agronegócios

Em BH cesta básica sobe, mas inflação cai
Apesar da alta dos alimentos, a capital mineira registrou deflação de 0,03% no mês de agosto
MICHELLE VALVERDE/ ESPECIAL PARA O TEMPO

O custo da cesta básica no mês de agosto ficou bem mais salgado para os consumidores. O valor teve alta de 4,39% se comparado ao mês anterior passado de R$ 171,73 para R$ 179,27, o que significa um gasto de 47,18% do piso salarial, que é de R$ 380. No mesmo período do ano passado, a cesta básica, composta pelos mesmos produtos, apresentou redução de 0,85% no seu valor. Na época, custava R$ 152,50. Apesar da influência da alta dos alimentos, o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de Belo Horizonte teve variação negativa em agosto (-0,03%). Os dados foram divulgados ontem, pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead/UFMG).

O principal responsável pela alta da cesta básica foi o tomate com variação de 30,83%, em relação a julho. Por outro lado, a batata apresentou a maior redução mensal, ficando 7,35% mais barata para o consumidor. No ano a cesta básica apresenta alta acumulada de 10,82% e, nos últimos 12 meses, de 17,55%. Embora o IPCA tenha apresentado deflação, dos 13 produtos que compõem a cesta básica somente três apresentaram redução: batata (-7,35), café moído (-2,92) e pão francês (-2,18). O feijão carioquinha teve aumento de 6,19%, seguido pelo óleo de soja (5,34%), carne (5,18%), banana ( 4,46%) e leite pasteurizado (4,24%). De acordo com o diretor-adjunto e coordenador do setor de pesquisa e desenvolvimento da Fundação Ipead, Wanderley Ramalho, quase todos os produtos ficaram mais caros. "A cesta básica foi um impacto forte no índice de inflação do mês, somente a carne, por exemplo, teve peso de 53,58% no cálculo da inflação."

Os produtos que contribuíram para a queda do IPCA foram principalmente os vestuários e complementos e saúde e cuidados pessoais. "O vestuário teve redução devido ao clima, o inverno quase não foi notado", diz Ramalho. As taxas de juros continuam em alta, em agosto a taxa em relação a financeiras foi a maior, ficando em 13,54%, que representa uma taxa média anual de 358,97%. De acordo com Ramalho, o valor é muito acima da inflação estimada para o ano que é de 4%. No produtos alimentícios a taxa é de 5,07%.

EDITORIA DE ARTE



Leite continua sendo o grande vilão

RIO DE JANEIRO – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de parâmetro para a inflação oficial, apurou alta de 0,47% em agosto, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mais uma vez, o culpado foi o grupo da alimentação, que fez a inflação dobrar em relação a julho (0,24%). O peso mais intenso veio do item leite e derivados, que teve alta de 5,77%. “Os preços dos alimentos em 2006 cresceram 1,23% só, beneficiando muito a inflação daquele ano.

Já este ano, em agosto já chega a quase 7%, isso porque nos meses iniciais do ano, as lavouras foram muito prejudicadas pela chuva, o que atingiu a qualidade dos grãos da colheita e diminuiu a oferta também”, ressaltou a coordenadora do IBGE, Eulina Nunes. Ela ressalta que, nos últimos meses, problemas de entressafra do leite com menor oferta, demanda interna e externa intensa, fizeram com que o produto e seus derivados tivessem uma alta muito forte, elevando a taxa dos alimentos em geral. Há pelo menos quatro meses, este tem sido o grande vilão do IPCA. No entanto, afirma Eulina, a situação da inflação começa a ser revertida, mas o cenário para alimentos ainda é mistério.. “Este ano, tanto em setembro quanto em outubro haverá o benefício de taxas menores, até negativa, no caso do telefone fixo, tendo em vista a conversão de pulsos por minutos.

Por outro lado temos a incógnita dos alimentos que podem continuar a crescer”, afirma a coordenadora da pesquisa. Segundo eulina, em outros itens, tirando a categoria alimentos, o que se observa é até uma certa ajuda no sentido de conter a inflação, que é o caso dos itens administrados, que em outros tempos pressionavam a inflação e este ano tende a beneficiar. (Folhanews)

Publicado em: 07/09/2007


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