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Opinião » Cartas dos leitores

Dos leitores

Vergonha
Sou cruzeirense, porém sinto vergonha pela falta de ética de seus dirigentes. Como seria bom para o nosso Estado se, além do Cruzeiro e do Atlético, o América estivesse na primeira divisão do futebol brasileiro e o Ipatinga e o Vila Nova fossem clubes fortes. Nosso futebol está estagnado; é muito difícil um time do interior (tirando o Ipatinga, que tem ajuda do Cruzeiro) ou o próprio América conseguirem alguma coisa no Campeonato Mineiro. A arbitragem não deixa.

Fui a diversos jogos do Cruzeiro contra o América e senti vergonha de como a arbitragem ajuda o Cruzeiro, por pressão do Zezé Perrela. Expulsar o goleiro e dar pênalti foi um crime. Espero que o destino não nos cobre as maldades que os nossos dirigentes fizeram contra o América. Não vejo os demais times mineiros como inimigos. Pois o que adianta só um time forte em nosso Estado? A rivalidade sadia entre Cruzeiro, Atlético, América, Ipatinga e Vila Nova só fortaleceria o nosso futebol.

José Carlos Mantiqueira
Bairro Tirol

Queijos Marília
O industrial Juarez Quintão Hosken, advogado, ex-vereador, ex-prefeito e deputado por duas legislaturas, hoje fabricante dos queijos Marília, maior contribuinte do ICMS do município de Carangola, tem seu laticínio a cerca de 8 km da cidade, com acesso por estrada de terra, que nos meses de chuva fica intransitável. Por isso, ele conseguiu que fosse iniciado o asfaltamento dessa estrada, ao custo de cerca de R$ 800 mil. Mas um pequeno jornal e o ex-deputado Paulo Petersen começaram uma campanha contra ele, conseguindo que o Ministério Público embargasse a obra, alegando problemas ambientais.

Verificou-se, depois, que as denúncias eram falsas e o processo foi arquivado. Feita nova concorrência, agora ao preço de R$ 1,2 milhão, a obra até agora não foi reiniciada. Apesar de manifestações públicas, como uma passeata dos habitantes, a verba não foi alocada para terminar a estrada. Final da história: o empresário, com propostas de incentivos do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, comprou um terreno em Itaperuna (RJ) e está mudando a fábrica para lá. O promotor encarregado do caso, que não é de Carangola, tirou um benefício que a cidade já tinha e impediu a construção de outro.

Armando Bello
Itabira

Roubalheira
A Operação Alquimista, desencadeada pela Polícia Federal, prendeu uma quadrilha que tentava dar um golpe de R$ 1 bi contra o Banco do Brasil. A quadrilha era formada por auditores da Receita Federal, consultores financeiros, um delegado da Polícia Federal aposentado, um oficial da reserva do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, um ex-deputado estadual do Rio e um ex-investigado na CPI dos Combustíveis da Assembléia Legislativa de São Paulo. Assim fica difícil. Confiar em quem? Os que têm a obrigação de defender este país são os que mais roubam!

Rui H. Dumont
Alterosa

Crença ou descrença?
Pesquisando a Bíblia, notei que o texto não mostra o que se prega nas instituições. Muitos acreditam no purgatório, mas este termo não existe na Bíblia, ele foi criado pela Igreja em 593 d. C. Acreditamos no inferno, que em outras bíblias lê-se Geena e tem significado diferente.

Também não lemos quando foi que Deus criou esse lugar, assim como a Santíssima Trindade, que também não aparece nas escrituras, porque surgiu a partir dos concílios de Nicéia (325), Constantinopla (381), Éfeso (431) e Calcedônia (451), sendo, portanto, criação do homem. Encontramos a crença na ressurreição, e não ressurreição da carne, o que faz uma enorme diferença. Fica a pergunta: as pessoas devem acreditar na Bíblia ou no que os teólogos criaram ao longo dos séculos?

Darlene Goldensmith
E-mail

Publicado em: 22/10/2007



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