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Preço do petróleo disparou no mercado mundial por causa da crise dos Estados Unidos e tensões no Oriente Médio

FOTO: PETROBRAS/DIVULGAÇÃO
Preço do petróleo disparou no mercado mundial por causa da crise dos Estados Unidos e tensões no Oriente Médio
Economia

Gasolina não sobe no Brasil
Petrobras informa que recorde do preço do barril de petróleo não afetará preço nas bombas
RIO DE JANEIRO - Mesmo com o preço do petróleo ultrapassando a barreira dos US$ 100, a Petrobras avalia que a cotação do barril ainda oscila muito, o que por isso ainda não se justifica um novo ajuste nos preços dos derivados, como a gasolina. A avaliação é do diretor de abastecimento e refino da estatal, Paulo Roberto Costa, que ressaltou que há 20 dias o barril estava cotado a US$ 86. "A Petrobras analisa continuamente os preços do petróleo no mercado internacional. Quando houver uma estabilização. A empresa vai ajustar os preços, seja para cima ou para baixo", afirmou Costa.

O executivo comentou ainda que a criação de uma empresa voltada exclusivamente para de um alcoolduto entre Goiás e Paraná mostra ao mercado que a Petrobras quer atuar de forma incisiva no processo de exportação de álcool. O projeto é feito em parceria com a Camargo Correa a com a japonesa Mitsui. "Aumentaremos bastante nosso potencial de exportação. Teremos mais competitividade", observou Costa.

Ele acrescentou ainda que continua negociando o fechamento de contratos de longo prazo (15 a 20 anos) com o Japão. O diretor evitou comentar o recente furto de dados da estatal. Segundo ele, a Petrobras está fornecendo as informações necessárias à investigação, que corre sob sigilo.

O preço do barril fechou pela primeira vez acima de US$ na segunda-feira e vem apresentando pequenas altas desde então. Antes de recuar, o barril chegou a estar cotado a US$ 101,32 durante o dia de ontem em Nova York, o que também é um recorde nessa comparação.

Na semana passada, a Agência Internacional de Energia (AIE), a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo, o cartel que reúne países como Arábia Saudita, Irã e Venezuela e responsável por cerca de 40% da produção mundial), e o Departamento de Energia dos Estados Unidos reduziram as suas previsões de aumento do consumo para este ano. Os três organismos, no entanto, ainda apostam em um crescimento de pelo menos 1 milhão de barris -a AIE estima um avanço de 1,7 milhão de barris. As previsões das entidades mostram que, mesmo com a possível desaceleração da economia mundial, a demanda por petróleo continua maior que a produção, o que acaba elevando os preços da commodity. (Folhapress)
FP


Depoimento aponta que foram dois furtos
RIO DE JANEIRO – Os dois discos rígidos com supostas informações reservadas da Petrobras furtados no mês passado em Macaé (cidade litorânea 188 km ao norte do Rio) não estavam no contêiner arrombado, comunicou a empresa americana Halliburton à Polícia Federal (PF). Segundo depoimento de um dos funcionários, o furto dos discos rígidos aconteceu – provavelmente em um galpão – em data anterior à troca de cadeado que permitiu o furto do contêiner. Essa informação vem sendo mantida em sigilo pela PF.

Junto com dois pentes de memória, os discos rígidos chegaram a Macaé no dia 11 de janeiro. Eles armazenavam dados sobre a perfuração de poços de petróleo no litoral brasileiro e exploração de gás. A afirmação de que nem os discos rígidos nem os pentes de memória estavam no contêiner foi feita à equipe da PF que periciou o contêiner pelo supervisor Reginaldo Mattos, da Halliburton. Mais tarde foram confirmadas em depoimentos de representantes da empresa na Delegacia da PF em Macaé.

No documento (número 027/2008) em que relata ao Núcleo de Criminalística da PF no Rio o trabalho realizado em Macaé, o perito criminal Isaque Morais diz que Mattos mostrou a ele e ao gerente setorial de segurança Clóvis José Amaral, da Petrobras, a CPU (sigla em inglês para Unidade Central de Processamento) de onde foram retirados os discos e pentes. A CPU estava em um galpão a cerca de 150 metros do contêiner, na sede da Halliburton em Macaé.

Também desapareceu do local um computador clone, com cópia do conteúdo de um disco rígido. No relatório, Morais informa que, como o contêiner não tinha sido preservado após a descoberta do arrombamento, não havia como apresentar conclusões a respeito do crime. (Folhapress)
FP
Publicado em: 22/02/2008



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