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 Para Chinaglia, medida apenas corrigiu salários e deu ganhos acima da inflação FOTO: JOSÉ CRUZ/ABR - 27.3.2008 |
| Para Chinaglia, medida apenas corrigiu salários e deu ganhos acima da inflação |
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PolíticaVerba de gabinete. Presidente da Câmara rebate ONG
Críticos buscam platéia fácil, diz Chinaglia sobre o reajuste
Na Assembléia de Minas, deputados não têm direito e criticam os colegas
BRASÍLIA. O presidente da Câmara,Arlindo Chinaglia (PT-SP), reagiu ontem às críticas ao aumento na verba de gabinete dos 513 deputados, que subiu dos atuais R$ 50,8 mil para R$ 60 mil. Na opinião de Chinaglia, aqueles que criticam o reajuste buscam a platéia fácil e devem defender publicamente a demissão em massa dos servidores.
"Ou você demite para fazer economia, ou não repõe as perdas para fazer suposta economia. É preciso então considerar se deve haver ou não Congresso porque, às vezes, tenho a impressão que estes que gostam do holofote fácil muitas vezes escolhem atacar o Congresso, que é elemento vital da democracia em qualquer país do mundo", disse.
Chinaglia disse que tratou o reajuste com normalidade, uma vez que corrigiu os salários de funcionários não-concursados da Casa acima da inflação.
O deputado ainda rebateu levantamento realizado pela ONG Contas Abertas que aponta a Câmara brasileira como uma das mais caras do mundo, após o reajuste. Segundo a entidade, com o aumento real de 2,9% da verba de gabinete, a conta desembolsada com cada parlamentar brasileiro passa a ser de aproximadamente R$ 114 mil mensalmente, ou R$ 1,4 milhão por ano. "A soma engloba o salário e a estrutura direta a que o parlamentar tem direito.Outros de maneira esperta já apresentaram os gastos do Congresso, mas não dizem que outros Poderes Legislativos em todo o mundo não pagam, por exemplo, a aposentadoria.Aí acaba se comparando melancia com abacaxi", disse Chinaglia.
Assembléia. Ao contrário da Câmara dos Deputados, a Assembléia Legislativa e Minas Gerais não prevê reajustes na verba de gabinete neste semestre. O reajuste não altera o recebimento dos deputados estaduais, porque não são vinculados, como acontece com os salários dos parlamentares.
O líder da Maioria, Domingos Sávio (PSDB), criticou a atitude dos colegas federais. Para ele, reajustar salário de assessor acima do que é concedido aos servidores da Casa é incômodo e prejudicial. "Eles foram infelizes na decisão", disse.
Publicado em: 18/04/2008