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Nazareth reflete sobre corpos deslocados
Objetos e imagens cujos signos remetem ao deslocamento de corpos. Este é, basicamente, o conceito e o fio temático das obras reunidas pelo artista plástico Paulo Nazareth na exposição "Sobre o Deslocamento de Coisas e Gente", que será aberta ao público amanhã no Espaço Mari’Stella Tristão do Palácio das Artes.
A mostra, que abre a temporada de junho dos selecionados pelo Edital de Artes Visuais 2008 da Fundação Clóvis Salgado, reúne obras produzidas dentro de um variado leque de suportes - fotografia, gravura, objeto, costura, escultura. "Essa diversidade de linguagens ganha unidade no conceito do deslocamento", diz Nazareth, formado em desenho e gravura pela Escola de Belas Artes da UFMG. Ele cita exemplos como a fotografia de um avião que se desloca no céu e deixa o rastro de fumaça e de objetos que sintetizam movimentos históricos complexos, como a batata inglesa, que hoje é americana e volta exportada para a Europa, e a galinha de Angola, que veio da África, mas foi extinta por lá, retornando depois a partir do continente americano.
O deslocamento não é portanto meramente físico ou geográfico, mas também, segundo Paulo, do "tempo e da lembrança", que os objetos provocam no espectador.
AgendaO que: Exposição "Sobre o Deslocamento de Coisas e Gente", de Paulo Nazareth.
Quando:
De amanhã ao dia 29, de terça a sábado, das 9h30 às 21h, e domingo, das 16h às 21h.
Onde: Espaço Mari’Stella Tristão do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400).
Quanto: Entrada franca.
Publicado em: 09/06/2008