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Orientação. Alessandro Teixeira explica que a Apex dá instrumentos para chegar ao mercado externo

FOTO: Fiemg/Divulgação
Orientação. Alessandro Teixeira explica que a Apex dá instrumentos para chegar ao mercado externo
Economia

Exportação. Inauguração de agência em Belo Horizonte ajuda a impulsionar venda externa do Estado
TV digital faz vale eletrônico mineiro esquecer a crise
Mercado peruano tem potencial de US$ 100 milhõe em equipamentos
Zu Moreira

As empresas da área de telecomunicação de Santa Rita do Sapucaí, na região mineira conhecida como Vale da Eletrônica, estão de olho no mercado de TV digital da América Latina. O Peru, primeiro país latino-americano a escolher o padrão nipo-brasileiro de TV digital, tem um mercado potencial de cerca de US$ 100 milhões. Argentina e Chile devem ser os próximos a aderirem à tecnologia ISDBT, e Equador, Cuba, Paraguai e Venezuela também estudam o mesmo modelo.

A estimativa do vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos e Eletrônicos do Vale da Eletrônica (Sindvel), Carlos Henrique Ferreira, é que a região atraia pelo menos metade dos investimentos peruanos, cerca de US$ 50 milhões, nos próximos três anos. A transmissão digital no país começará 2011.

Oito empresas do Vale da Eletrônica detêm 70% do mercado brasileiro de broadcast (equipamentos para transmissão de sinal). "Já fornecemos três transmissores para o início dos testes no Peru", disse Ferreira, que participou ontem da inauguração da unidade mineira da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O Vale da Eletrônica também produz antenas e componentes, e se junta a Manaus como principais fabricantes desse tipo de tecnologia no país.

O Ministério das Telecomunicações estuda proposta do Senai mineiro para criação da primeira escola técnica de TV digital do país, que poderá ser instalada ou no Parque Tecnológico de Belo Horizonte ou no Vale da Eletrônica. "Pode ser o embrião para disseminarmos a cultura desse perfil de profissional", disse o ministro Hélio Costa, em recente visita à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Fábrica nova. Hoje, em Betim, o ministro participa da inauguração da fábrica da MXT Industrial, empresa que investiu R$ 1,5 milhão para a produção de modems com tecnologia nacional, que permitirão a interatividade e a comunicação entre o telespectador e as emissoras. Com o equipamento, segundo a empresa, será possível ao usuário, por exemplo, tornar o funcionamento da TV semelhante ao de um computador conectado à Internet, podendo acessar e-mails e notícias, participar de enquetes ou realizar compras.

Com o avanço da TV digital na América Latina, a região do Vale da Eletrônica poderá minimizar os efeitos da crise financeira internacional. Ano passado, as 130 empresas que integram o polo eletroeletrônico registraram um faturamento total da ordem de R$ 1 bilhão, crescimento em torno de 15% em relação a 2007. Apesar de reduzir o ritmo, a região deve apresentar um incremento na receita bruta de 10%, conforme estimativa do empresário Carlos Henrique Ferreira.

Serviço
Posto fixo. O atendimento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) aos empresários mineiros é no Fiemg Trade Center (rua Timbiras, 1.200, Centro, 8º andar). O telefone é (31) 3213-8263



Exportador
Apex abre unidade em Belo Horizonte

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) inaugurou ontem sua primeira unidade de atendimento em Minas Gerais. A agência é responsável pela política de promoção comercial do país e tem como missão promover a exportação de bens, serviços e a imagem do Brasil, e a atração de investimentos diretos. Minas Gerais é o quinto Estado brasileiro a integrar o sistema, que até o fim de ano chega a todo o país.

“Lá a empresa poderá ter acesso a informações sobre mercado externo, produtos, diagnósticos e calendário de atividades”, disse o presidente da Apex, Alessandro Teixeira. Durante sua apresentação, Teixeira disse que neste ano a agência deve apoiar 86 setores e cerca de 6.000 empresas. Por meio da Apex, o país movimentou US$ 26 bilhões em exportações no ano passado, 13% do volume total. Neste ano, a agência planeja levar empresários a 741 eventos, a maioria feira de negócios, número que pode cair por causa da crise.

Publicado em: 08/05/2009



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