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 Texto discute a morte e o casamento em estrutura narrativa fragmentada FOTO: Ronaldo jannotti/Divulgação |
| Texto discute a morte e o casamento em estrutura narrativa fragmentada |
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Fim de semanaProcesso.Texto trabalha as dificuldades de comunicação
Cartas do fim da vida e do casamento
Grupo quatroloscinco Teatro do Comum estreia "É Só uma formalidade" dentro do projeto Ilhas Livres Caixa Clara
Igor Costoli
Especial para O Tempo
O grupo quatroloscinco Teatro do Comum estreia hoje o espetáculo "É Só uma formalidade". O grupo é apoiado pelo projeto Ilhas Livres Caixa Clara e se apresenta no Teatro Caixa Clara.
Segundo o ator Ítalo Laureano, a peça nasce de uma cena curta homônima que o grupo apresentou no ano passado, agora transformada em espetáculo. "A gente trata das duas grandes formalidades da vida, divididas em duas cenas separadas: o casamento e a morte. No caso, a morte do pai e o casamento entre duas pessoas que já está no fim", diz.
O ator explica que as cenas foram divididas internamente e que a história é contada de forma fragmentada. "Fizemos um texto não-linear e sem uma hierarquia temática - se é drama, épico, humorístico. Fizemos uma mistura", afirma.
Ítalo e os atores Marcos Coletta, Sérgio Nicácio e Rejane Faria trabalham esses dois temas que em cena são deflagrados por cartas. "Na primeira, a personagem recebe o telegrama do falecimento de seu pai e isso desperta nele tudo que gostaria de ter dito ao pai e não falou. Na segunda, o homem escreve à esposa para dizer que acabou. Pense no absurdo que é uma carta de divórcio",afirma
O quatroloscinco Teatro do Comum é formado por ex-alunos do Teatro Universitário e com essa peça reafirma seu caráter de pesquisa de linguagem cênica. "Tentamos quebrar essa formalidade entre artista e espectador. Na hora que a plateia percebe, o espetáculo já começou. Fazemos a construção e a desconstrução da cena diante dela", explica Ítalo.
Publicado em: 04/09/2009