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 O presidente da Academia Mineira de Letras, Murilo Badaró FOTO: charles silva duarte |
| O presidente da Academia Mineira de Letras, Murilo Badaró |
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MagazineFalemg. Nova entidade quer fortalecer cultura estadual
Academias de letras criam federação mineira
Fabiano Chaves
Em evento realizado ontem, na Academia Mineira de Letras (AML), presidentes e representantes de Academias de Letras de todo o Estado, comunidades literárias e entidades ligadas às letras, artes e cultura se reuniram para organizar a criação da Federação das Academias de Letras de Minas Gerais (Falemg).
No total, participaram da reunião 38 academias do interior mineiro, que aprovaram o Estatuto da Federação e elegeram sua diretoria. O presidente da AML, Murilo Badaró, também ficará à frente da Federação, que terá como vice-presidente Coraci Neiva, presidente da Academia de Letras de Paracatu.
Para secretário-geral da entidade foi indicado o acadêmico Aloísio Garcia, que abriu mão do cargo e sugeriu o nome da escritora e jornalista Laura Medioli. Mas a presidente da Sempre Editora não aceitou o convite em função de suas atividades profissionais e Garcia assume o cargo. Completando a diretoria da Falemg, o presidente da União Brasileira de Trovadores - Seção Minas Gerais, Luís Carlos Abritta, assume como tesoureiro da entidade.
"A iniciativa de criar uma federação tem como propósito unir interesses para dar ao movimento cultural de Minas um grande revelo e vitalidade", afirma Murilo Badaró.
Centenário. Segundo o acadêmico, a criação da entidade surge em um momento oportuno, já que neste ano, a AML completa seu centenário. "O simbolismo da data nos levou a esse tipo de ação. Além disso, com a criação da Falemg teremos mais força para postular do governo recursos, amparo, enfim, uma série de providências para beneficiar a cultura de Minas", destaca.
Eleita vice-presidente da Falemg, Coraci Neiva destaca a criação da entidade como uma boa oportunidade de aproximação entre as academias do Estado, no sentido de unificar ações de valorização da cultura. "A iniciativa é muito bem vinda. Percebo que há pouco interesse pela cultura e creio que isso vai impulsionar as práticas culturais em toda Minas Gerais", conta.
Representando a Academia Divinopolitana de Letras, a escritora Fátima Quadros avalia a criação da federação como fundamental para diminuir o distanciamento entre as escolas e o universo das letras e da cultura em geral. "Um povo inculto jamais quebrará os grilhões do atraso econômico e social. Portanto, creio que a iniciativa vai enriquecer a cultura do Estado", opina.
Definida a criação da Falemg e a diretoria, agora a entidade vai trabalhar no sentido de apresentar propostas e ações culturais para Minas, interagindo com escolas e universidades, como aponta o presidente da AML. "Tenho certeza que esse movimento terá uma amplitude maior do que imaginamos. E, com o exemplo de Minas Gerais, certamente teremos algo semelhante nacionalmente, unificando academias de todo país", diz Murilo Badaró.
Publicado em: 25/09/2009