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Avanço. Avenida Afonso Pena já possui semáforos com lâmpadas a LED; modelo pode ser instalado nos cruzamentos da avenida do Contorno

FOTO: Fotos Daniel Iglesias
Avanço. Avenida Afonso Pena já possui semáforos com lâmpadas a LED; modelo pode ser instalado nos cruzamentos da avenida do Contorno
Cidades

Trânsito. Estudo prevê troca de lâmpadas por modelo a LED, que aumenta visibilidade e economiza energia
BH com semáforos mais seguros
Sinal elimina "efeito fantasma" que confunde os motoristas
Fernando Zuba

Está em fase final de conclusão um projeto idealizado pela Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), em parceria com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), para substituição das atuais lâmpadas incandescentes utilizadas nos semáforos pelo sistema de diodo emissor de luz (LED). A medida, adotada atualmente nas avenidas Afonso Pena e Amazonas, englobaria os principais cruzamentos do perímetro da avenida do Contorno. Além de proporcionar mais segurança a pedestres e motoristas, o LED consome 87% menos energia elétrica.

Segundo o gerente da BHTrans, José Gabriel Gazolla Teixeira, o projeto está quase concluído. "Estamos na fase de análise do custo-benefício, consultando possíveis fornecedores, pois, se por um lado, o novo sistema proporciona grande economia de energia, por outro, o seu valor de custo para ser adquirido é mais alto do que os semáforos convencionais. Mas o nosso principal objetivo é garantir a segurança das pessoas", explicou o gerente da BHTrans.
De acordo com ele, as novas lâmpadas podem durar, em média, 60 mil horas, enquanto que as incandescentes duram 2.000 horas.

"Esse fator de durabilidade tem como reflexo direto a segurança no trânsito, pois reduz drasticamente o número de falhas provocadas por queima de lâmpadas. O importante é que os motoristas sofram o mínimo possível com interferências externas", ressaltou Gazolla.

"Efeito fantasma". Outro ponto positivo destacado pelo gerente da BHTrans, em relação ao novo sistema, é o chamado "efeito fantasma" provocado pelos semáforos atuais, que, no modelo a LED, deixará de existir. "A luz solar, quando em contato frontal com os atuais semáforos, que utilizam refletores, causa aos motoristas a falsa sensação de que o sinal está aberto, uma espécie de ilusão ótica. No novo modelo, uma tecnologia de ponta, os refletores são desnecessários", explica Gazolla.

Melhorias. Ainda de acordo com a BHTrans, o valor economizado com a implantação do novo sistema, que ainda não foi calculado, será investido em melhorias e na manutenção do trânsito e do transporte da capital, como, por exemplo, a instalação de novos abrigos e sinalizações, além de campanhas educativas.



Apoio
BHTrans descarta uso de cronômetro regressivo

Em algumas cidades do interior de Minas e da região metropolitana de Belo Horizonte, como Lagoa Santa, os semáforos possuem cronômetro regressivo, cujo funcionamento permite ao motorista saber o tempo exato em que o sinal verde ou vermelho irá permanecer aceso. Dessa forma, motoristas e pedestres sabem quanto tempo têm para atravessar.

O gerente da BHTrans, José Gabriel Gazolla Teixeira, descarta essa possibilidade em Belo Horizonte. “Estudos mostram que esse tipo de semáforo causa impaciência aos motoristas na hora de arrancar o veículo e, em alguns casos, a aceleração excessiva dos carros quando se percebe que o sinal será fechado”, explicou.

Segundo Gazolla, os três pilares que sustentam o trânsito – engenharia, condições técnicas e motoristas – devem estar alinhados, pois somente dessa maneira tudo funcionaria adequadamente. “O fator preponderante para um trânsito mais humano é a educação dos motoristas”, finalizou. (FZ)



Mais presentes. Modelo com lâmpadas incandescentes é muito mais barato, porém consome bem mais energia
Mais presentes. Modelo com lâmpadas incandescentes é muito mais barato, porém consome bem mais energia
Aplicação também na iluminação pública

O sistema à base de diodos emissores de luz foi instalado em dois postes nas proximidades da Toca da Raposa I, cobrindo um trecho de 300 m na orla da Lagoa da Pampulha.

O novo sistema está sendo submetido à apreciação da população, a exemplo do que aconteceu com a substituição das 827 luminárias e lâmpadas existentes na orla, em uma extensão de 18 km, e quarteirões das ruas perpendiculares à lagoa. O projeto faz parte do programa Cidade Segura, cujo investimento para este ano é de aproximadamente R$ 18 milhões. Os argumentos para o uso da tecnologia de LED na iluminação pública são basicamente os mesmos para sua aplicação nos semáforos: além de mais eficientes e duráveis, proporcionam economia de energia elétrica. (FZ)

Publicado em: 28/09/2009



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