CidadesMoradores exigem mercado
Cerca de 90% dos votos de plebiscito em Santa Tereza foram contra mudança
Dos 3.000 eleitores de Santa Tereza, 1.575 compareceram ontem às urnas para decidir o futuro do mercado que fica no bairro, na região Leste da capital. Eles puderam optar pela revitalização do espaço ou pela transformação do local em sede da Guarda Municipal. A maioria absoluta - 1.412, o que corresponde a cerca de 90% - votou na revitalização. Foram seis votos brancos, 20 nultos e 137 apertaram o não.
Segundo o presidente da associação comunitária do bairro, Yé Borges, o resultado será encaminhado para a Assembléia Legislativa e para a Câmara Municipal. A decisão de transformar o local em sede da guarda é da prefeitura. "Esperamos agora que a prefeitura ouça o apelo da comunidade", disse Borges. Há 33 anos o Mercado Distrital de Santa Tereza ocupa um quarteirão inteiro no coração do bairro.
Cerca de 15 mesários colheram a opinião de quem passou ontem pelo Clube Olímpico, onde foi realizada a votação. Borges informou que a intenção é conseguir a adesão dos moradores no sentido de pleitear que o mercado seja reformado e mantido como espaço de convivência.
Rômulo Andrade, 47, viajou dez horas de ônibus, vindo de Monte Alegre de Minas, no Triângulo Mineiro, onde está trabalhando, só para votar a favor da manutenção e revitalização do mercado distrital. "Nasci aqui em Santa Tereza e o mercado faz parte da minha vida", justificou. Quem também não mediu esforços para manifestar sua adesão à causa foi Angélica de Andrade Meira, que, do alto de seus 88 anos, se dispôs a sair de casa para votar. "Sou viúva do tio-avô do Juscelino Kubistchek, sempre vivi em Santa Tereza e vi o mercado ser construído. Ele não pode acabar", opinou. (DB/Com Jaqueline Oliveira)
Publicado em: 20/08/2007