Um eclipse parcial do Sol poderá ser visto amanhã pela manhã, entre 7h40 e 9h10. Nesse horário, quem estiver na Antártida ou no cone sul do continente americano - Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai - verá a lua cobrir 20% da superfície do Sol. No ano passado também houve um eclipse parcial com 40% de ocultação da estrela. O próximo acontece em 2010, mas só poderá ser visto no sul do país. Somente em 2017 o fenômeno volta a acontecer com possibilidade de observação de Minas Gerais.
O astrônomo Renato Las Casas vai estar no observtório da UFMG, na serra da Piedade, onde recebe cerca de 200 alunos de duas escolas - uma de Caeté e outra de Belo Horizonte. "Fora essas turmas, que estão agendadas, a gente prevê que mais umas cem pessoas passem por lá. É um público relativamente pequeno porque é durante a semana e em horário de trabalho. Vou dar um aula com recursos multimídia sobres eclipses solares em geral e sobre esse em particular", disse, acrescentando que a observação poderá ser feita pelo telescópio solar profissional ou através de projeção, pelos outros três telescópios do observatório.
Ele também vai ministrar uma oficina em que ensina construir aparelhos que permitem uma observação segura. Quem quiser acompanhar o fenômeno de casa tem algumas opções, como a reflexão na água ou em qualquer anteparo sólido, que é um dos métodos mais simples. A projeção em Pin-Hole, pela qual a luz do sol, depois de passar por um pequeno orifício, pode ser projetada em qualquer parede, ou a projeção por reflexão, em que, com um pequeno espelho, do tamanho de uma moeda, projeta-se a luz em um anteparo.
Las Casas alerta para o perigo de se utilizar filmes fotográficos queimados com vela, plásticos coloridos, radiografias, vidros esfumaçados, disquetes, CDs ou qualquer filtro que não se saiba se é realmente seguro. Eles podem cortar a luz visível sem cortar os raios ultravioleta, que, em casos extremos, podem causar cegueira permanente.