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 Ludson Costa confessou o crime e foi detido por porte ilegal de armas FOTO: CHARLES SILVA DUARTE |
| Ludson Costa confessou o crime e foi detido por porte ilegal de armas |
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CidadesRapaz tenta matar garota em jogo de RPG
Segundo polícia, ex-namorado da vítima foi motivado a praticar os crimes como desdobramento de uma partida iniciada há cinco anos
ANDRÉA SILVA
Por pouco uma jovem de 16 anos não foi morta em Contagem, na Grande Belo Horizonte, vítima de uma partida de Role Playing Game (RPG), jogo em que os participantes assumem papéis de um personagem. Na manhã de ontem, no bairro São Caetano, a garota foi alvo de duas tentativas de homicídio, cometidas com arma de fogo - a primeira a caminho da escola e, a outra, quando voltava para casa. Segundo a polícia, o autor foi o ex-namorado dela, Ludson Alves Costa, 19, que teria sido motivado a praticar os crimes como desdobramento do jogo de RPG.
Conforme o rapaz, por volta das 7h, ele ficou esperando numa esquina para cumprir uma "tarefa" assumida no jogo. Assim que a garota se aproximou, ele a cumprimentou e disse que tinha que matá-la. Quando a menina virou as costas, atirou, mas, de acordo com o jovem, a arma falhou, sem que a vítima percebesse a ação. O acusado informou que voltou para casa, destravou o pente do revólver calibre 32 e, no final da manhã, retornou ao local para cumprir o seu objetivo. Ele ficou escondido em um matagal e, quando a garota passou, acabou abordado por um policial militar, que deteve Costa.
O rapaz confessou as tentativas de homicídio e, à reportagem de O TEMPO, contou que há cerca de dois anos integra um grupo de RPG composto por mais cinco jovens. Segundo ele, as reuniões aconteciam em cemitérios. "Cada um leva uma arma e uma vela, formando o número 666 (símbolo atribuído à besta). Já estamos no estágio avançado do jogo. Assim que o dado foi jogado, o meu número foi escolhido. E para a minha missão, escolhi a minha ex", explicou o rapaz. Segundo ele, a tarefa foi selada em um pacto de sangue. Caso ele não cumprisse sua missão, ele deveria morrer. O acusado, que não tem antecedentes criminais, foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma.
Acusado explicou missão a policial
O cabo Jackson Ferraz, da 133ª Companhia do 18º Batalhão da Polícia Militar, disse que patrulhava a região quando se deparou com o jovem. Na abordagem, os policiais apreenderam o revólver carregado. “Vimos a bala picotada e perguntamos o motivo. O Ludson explicou a missão dele no jogo RPG”, contou Ferraz. O rapaz, segundo o policial, foi preso e conduzido ao 3º Distrito Policial de Contagem. A adolescente e o pai da menor compareceram à delegacia e confirmaram parte da história relatada por Costa.
A morte da estudante Aline Silveira Soares, ocorrida em outubro de 2001, em Ouro Preto, foi um dos casos mais notórios de mortes relacionadas ao jogo de RPG. O corpo dela foi encontrado nu, de braços abertos, em cima de um túmulo do cemitério da cidade. Os acusados ainda respondem processo na Justiça. (AS)
Publicado em: 28/11/2007
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