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 Algeny Ferreira diz que Sebrae pretende incrementar bolsa de negócios virtuais FOTO: CHARLES SILVA DUARTE |
| Algeny Ferreira diz que Sebrae pretende incrementar bolsa de negócios virtuais |
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EconomiaTecnologia. Compras no varejo on-line devem atingir R$ 10 bilhões neste ano
Mortalidade de empresas é maior no mundo virtual
Um terço das lojas encerra atividades antes de dois anos de atividade
Frederico Damato
As mesmas dificuldades que o micro e pequeno empresário encontra no seu dia-a-dia, para a manutenção de suas empresas, existem no meio virtual. Levantamentos da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), revelam que 33,3% das lojas e empresas on-line encerram suas atividades antes de completarem o segundo ano de operação.
O índice de mortalidade virtual é 8.3 ponto percentual acima da taxa calculada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para o comércio físico no país, que é de 25%.
Em ambos os casos, o elevado grau de mortalidade se deve à baixa informação e profissionalismo, bem como a uma superficial pesquisa de mercado antes do lançamento do negócio. A câmara ainda associa o resultado à deficiência de know how tecnológico ou conhecimento das especificidades do comércio eletrônico.
"Muitos empresários ampliam seus negócios para a Internet, acreditando que irão vender para todo o planeta em um único click, mas a Internet deve ser vista tão-somente como uma extensão do seu negócio físico", analisa o especialista em comércio virtual, Cid Torquato.
As fraudes virtuais e os mecanismos de análises de crédito, na opinião do especialista, são informações estratégicas que não chegam ao conhecimento do pequeno empreendedor. "Poucos sabem, mas as fraudes são maiores para o vendedor do que para aquele que compra uma mercadoria pela Internet.
Muita gente faz uso de cartão de crédito clonado para adquirir produtos, e somente as grandes empresas do segmento virtual sabem diferenciar uma compra legal de uma fraude. Daí porque o mercado virtual é tão concentrado", completou Torquato.
De acordo com Gastão Matos, consultor da camara-e.net para o Comitê de varejo on -line, um estudo sobre as melhores práticas para lojas virtuais será lançado até o segundo semestre. A pesquisa vai procurar esclarecer o caminho crítico do empreendedor on-line para o sucesso.
Temas como segurança, usabilidade, divulgação, meios de pagamento, riscos, entre outros farão parte do estudo.
Cuidados evitam fraudes
Comprando em grandes varejistas ou de pequenas empresas, alguns cuidados ajudam a evitar fraudes em compras on-line. Depois de escolher bem a loja – de preferência uma que já conheça do mundo físico ou que tenha sido recomendada por parentes, amigos ou órgãos de defesa do consumidor – é preciso usar um equipamento seguro para fazer a compra.
O computador deve estar protegido por anti-vírus e firewall. Os de uso público, como os de lan-houses, não são confiáveis.
O consumidor deve também desconfiar de e-mails com ofertas que pareçam boas demais ou cobranças indevidas. Para verificar se os dados são reais, o indicado é não clicar em links e digitar o endereço diretamente na barra. Se a dúvida persistir, procure a loja por telefone ou pessoalmente. (Ana Paula Pedrosa)
Concentração
Setor tem 15 mil lojas, mas 20 ficam com 85% da receita
Apenas 20 das 15 mil lojas do comércio eletrônico nacional concentram 85% do faturamento, estimado em R$ 10 bilhões esse ano segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), “A pouca informação é o maior obstáculo para o pequeno e médio empresário ingressar no comércio virtual”, explica o especialista do setor, Cid Torquato.
Há exatamente um ano, o Sebrae lançou sua bolsa de negócios, um espaço virtual que coloca “frente a frente” fornecedor e comprador. Basta o interessado disponibilizar na bolsa o que deseja vender, que o sistema irá cruzar a informação até encontrar alguém interessado em adquirir o produto.
“Por enquanto, fazemos apenas a ponte entre as partes. Mas a idéia é agregar mais serviços no site e facilitar a vida dos pequenos empreendedores”, salienta a analista da unidade de acesso ao mercado do Sebrae, Algeny Gomes Ferreira.
O Sebrae-MG já esteve reunido com empresas referência do setor on-line, como o Google, por exemplo, para ver quais ferramentas possíveis de se agregar ao site de compra e venda.
A bolsa de negócios possui 5.000 associados, dos quais 800 mineiros. Minas é o segundo Estado com maior número de adeptos, atrás somente de São Paulo, que possui 1.600 associados.Para se associar, basta que o empresário seja formalizado no mercado. Desde a inauguração do site, foram feitos mais de 15 mil acessos de interessados localizados em Minas. As empresas mineiras do setor de serviços são maioria no banco de dados do Sebrae.
Também aderiram à bolsa de negócios micro e pequenas companhias mineiras de setores como tecnologia da informação, comércio atacadista e varejista, metal-mecânica, alimentos e bebidas, eletroeletrônicos, móveis, artesanato, indústria gráfica, agricultura orgânica, têxtil, agroenergia, petróleo e gás, biotecnologia, entre outros. (
FD)
A loja é confiável?
Verifique as referências
Procure um endereço físico (não uma caixa postal), um telefone ou peça referências a amigos.
Opinião de consumidores
Em sites de comparação há avaliações dos clientes, indicando o nível de satisfação.
Número do cartão
Verifique se a empresa solicita somente as informações pessoais necessárias à conclusão da compra, como número do cartão de crédito, endereço e telefone. Suspeite se forem pedidos outros dados, como número da conta bancária.
Tecnologia segura
Na tela onde se deve inserir as informações pessoais, verifique se o endereço do site começa com “https” e se há um ícone em forma de um pequeno cadeado fechado no canto inferior direito.
Publicado em: 20/05/2008