Página Inicial
 
 
Em TEMPO
 Busca
 Editorias
 » Opinião
» Editorial
» Artigos
» Cartas dos leitores
 » Esportes
» América
» Atlético
» Cruzeiro
 » Política
» Aparte
 » Economia
» Consumidor
 » Mundo
 » Brasil
» Interessa
 » Cidades
 » Magazine
» Discos e Cia
 Colunas
 » José Reis Chavez
 » Luís Carlos Bernardes
 » Manoel Lobato
 » Paulo Navarro
 » Raquel Faria
 » Todas as colunas
 Serviços
 » Polícia Rodoviária Federal
 » S.O.S. Cidadão BH
 » 2ª via conta CEMIG
 » Radares em BH
 » Loterias
 » Pessoas Desaparecidas
 » Indicadores
 » Receita Federal
 » Busca de CEP
 » Bancos
 » Horários de vôos
 » Horários de ônibus
 » Detran - MG
 » Prefeitura de BH
 » Serviços prefeitura BH
 » IPTU - BH
 » Certidão Negativa-BH
 » Mapa de BH
 » Circuitos turísticos-MG
 » Turismo em BH
 » Serviço ao cidadão - BC
 » 2ª via conta COPASA
 
Imprimir Comentários(0) Enviar por Email Tamanho da fonte : A+ / A- 
Indústria. A expressão Budismo de funeral ironiza com simpatizantes da religião que só são budistas na hora de enterrar alguém

FOTO: Fotos Ko Sasaki/The New York Times
Indústria. A expressão Budismo de funeral ironiza com simpatizantes da religião que só são budistas na hora de enterrar alguém
Mundo

Tradição. Monges reclamam que a religião parece atender mais à necessidade dos mortos que à dos vivos
Tradição budista se vê abalada pela redução de simpatizantes
Templos budistas perdem espaço para santuários xintoístas e cristãos no país
NORIMITSU ONISHI
THE NEW YORK TIMES
OGA, Japão. Os japoneses há muito assumiram uma abordagem calma e ao "estilo buffet" acerca da religião, despedindo-se do ano velho nos templos budistas e acolhendo o ano novo, algumas horas mais tarde, em santuários xintoístas. Casamentos são realizado em rituais xintoístas ou, tão facilmente quanto, em rituais cristãos.

Tradicionalmente, porém, quando se trata de funerais, os japoneses têm sido inflexivelmente budistas - tanto que o budismo no Japão normalmente é chamado "budismo de funeral", referência às antigas cerimônias elaboradas, lucrativas e quase monopolistas dessa religião em torno das mortes e dos serviços de memoriais.

Mas essa expressão também descreve uma religião que, ao parecer atender mais às necessidades dos mortos do que dos vivos, está perdendo seu posto na sociedade japonesa.
"Essa é a imagem do budismo de funeral: que ele não atende às necessidades espirituais das pessoas", disse Ryoko Mori, sacerdote chefe do tempo Zuikoji, fundado há 700 anos, no norte do Japão. "No Islã ou no cristianismo existem sermões sobre questões espirituais. Mas no Japão, atualmente, muitos poucos sacerdotes budistas fazem isso".

Mori, 48, 21º sacerdote do templo, estava incerto quando ao local sobreviver até o mandato de um 22º. "Se o budismo japonês não agir agora, ele morrerá", disse ele. "Não dá para esperar. Temos que fazer alguma coisa". Por todo Japão, o budismo enfrenta uma confluência de problemas, alguns deles típicos de religiões de outros países ricos, outros específicos da fé daqui.

A falta de sucessores para os sacerdotes chefes está ameaçando os templos dirigidos por famílias no país. E enquanto diminui o interesse no budismo nas cidades, os lares budistas rurais estão se despovoando, com a morte dos adeptos idosos e a baixa taxa de natalidade.

Traduzido por André Luiz Araújo


Evasão
Número de adeptos e templos cai
OGA. Durante séculos, o templo budista tradicional, cuja administração era passada de pai para o filho, serviu a uma assembléia fixa, raramente convertendo fiéis. Com 300 lares para dar assistência, o sacerdote e sua esposa tinham seu tempo totalmente ocupado.

Atualmente, o número de templos no Japão tem diminuído – de 86.586 em 2000 para 85.994 em 2006 – assim como a quantidade de seguidores em muitos templos. “Temos que encontrar outros empregos porque o templo só não é suficiente”, disse Kyo Kon, 73, mulher do sacerdote principal no Kigakuin, templo que conta com 170 membros. Ela costumava trabalhar em uma creche enquanto seu marido trabalhava em um escritório. (NO/NYT)


Crise
Previsão é de fechamento de vários templos rurais
OGA. O Budismo vem perdendo seu espaço na indústria funerária, enquanto mais e mais japoneses se voltam para empresas funerárias ou escolhem não ter funerais. Até a próxima geração, muitos templos no interior devem fechar, levando séculos de história local com eles.
Aqui em Oga, cidade localizada uma península de mesmo nome que dá de frente para o Mar do Japão na prefeitura de Akita, sacerdotes budistas estão se preocupando com o declínio da população e da indústria pesqueira local.

“Não é exagero dizer que a população é aproximadamente a metade do seu auge e que todos os negócios foram reduzidos pela metade”, disse Giju Sakamoto, 74, 91º sacerdote do templo mais antigo de Akita, Chorakuji, fundado no ano 860. “Com essa realidade, insistir que somos uma religião e temos uma história longa soa como um conto de fadas. Não faz sentido.”

Para sobreviver, Sakamoto trabalha na administração de uma casa de repouso e um novo templo em subúrbio em desenvolvimento na cidade de Akita. Esse templo, porém, atraiu apenas 60 famílias como membros desde sua abertura, há alguns anos, muito menos do que as 300 que supostamente são necessárias para um templo ser financeiramente viável. (NO/NYT)
Publicado em: 28/07/2008



Compartilhe este conteúdo: Veja vídeos de O TEMPO online no YOUTUBE Siga O TEMPO online no TWITTER Adicione O TEMPO online no ORKUT Fale conosco pelo MSN: portalotempo@hotmail.com Mande e-mail para O TEMPO online Mande sua foto para o WEBREPÓRTER

 
 
 
 
Imprimir Comentários(0) Enviar por Email Tamanho da fonte : A+ / A- 
 
Edição do dia
 
Shopping
O que é RSS? | Assinaturas Copyright © - O TEMPO - 2010 - Todos os direitos reservados Fale conosco | Expediente
3
© 2010 - O TEMPO
Todos os direitos reservados
BUSCA