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FOTO: EDITORIA DE ARTE
Brasil » Interessa

Fixo e móvel. Privatização, há dez anos, fez o analógico sumir do mapa no país
Há cinco anos, celular não fazia 2% que o de hoje faz
Telefonia evoluiu mais em dez anos de iniciativa privada que na era anterior
Carolina Borgo
Nenhum aparelho avançou tanto e em tão pouco tempo como o celular. Para tirar a dúvida, basta olhar para os modelos anteriores nos últimos dez anos - período que marca o tempo de privatização da telefonia no Brasil.

Os telefones fixos também passaram por avanços, que vão do sistema analógico à voz sobre protocolo de Internet. identificador de chamadas, rádio, navegação na Internet, teleconferências e até televisão. Essas são algumas das possibilidades oferecidas pelos aparelhos fixos e móveis hoje. E a boa notícia é que tudo isso é só o começo.

Para especialistas, um dos fatores que contribuiu para esse avanço foi justamente a privatização da telefonia. Eduardo Winter, professor de engenharia de telecomunicações que trabalha há 30 anos na área, explica que a privatização ajudou a deslanchar a digitalização. "Na época, essa etapa andava a passos de tartaruga. Com a privatização, os aparelhos analógicos sumiram do mapa", diz. Hoje somente 0,5% do mercado usa essa tecnologia,

"Aparelhos de cinco ano atrás não faziam nem 2% do que os de hoje fazem", confirma um outro especialista do setor, Luiz Gonzaga Leal, diretor da TIM.


Banda larga
Voz sobre IP é avanço das linhas fixas
A telefonia fixa não apresentou tantos avanços quanto a móvel nos últimos dez anos, mas abriu portas para o futuro. Uma delas foi o Voz sobre IP (VoIP<SC2295,41>, o que significa telefonia em banda larga. A previsão de Eduardo Winter, engenheiro de telecom, é de que o serviço esteja sendo usado pela maioria das pessoas em até dois anos. “É muito mais barata e, nesse mercado, as pequenas empresas podem concorrer com as grandes”, explica.
Com o VoIP integrando voz e dados, dá para realizar videoconferências e desviar a ligação do fixo para o celular, por exemplo.


Usuários
Do sistema Telebrás até hoje, 100 mi
Mais de 100 milhões. Esse foi o aumento no número de usuários de telefonia celular desde quando o Sistema Telebrás foi privatizado, há dez anos. Além dos usuários, o que avançou foram as tecnologias. O top de linha hoje é a terceira geração (3G), que em até cinco anos estará na grande maioria do país, segundo previsões da Anatel. Para se ter uma idéia do que oferece um celular 3G, basta imaginar o contraste entre a Internet discada e a banda larga.

“As velocidades são maiores e com isso a transmissão de dados é muito mais rápida. E quando chegar a fibra óptica, a velocidade chegará a 100 milhões de bits por segundo, enquanto hoje o mais avançado permite 3 milhões de bits por segundo”, explica Nelson Takayanagi, gerente de comunicações pessoais terrestres da Anatel.

Ele arrisca palpites para o futuro: jogar tênis com alguém que está no Japão, ou projetar parte de um avião aqui e outra parte na Itália. “Essa troca de informação em realidade virtual exige enorme capacidade de transmissão.”


Acesso fácil e preço são destaques
Para Luiz Gonzaga Leal, diretor da TIM, um dos resultados da privatização foi o aumento da concorrência entre as operadoras, o que baixou os preços. Para ele, a telefonia celular se divide em três fases: analógica, digital e banda larga, cujo desafio será a massificação.
Edson Bortolli, diretor de produtos de telefonia da Motorola, destaca como sucesso da privatização a popularização. “O consumidor precisava entrar na fila e se cadastrar para comprar um aparelho. Hoje, basta ir à loja.”
Publicado em: 29/07/2008



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