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O microchip acoplado a um biossensor desenvolvido na Unifei poderá ajudar os diabéticos

FOTO: Aquivo Unifei
O microchip acoplado a um biossensor desenvolvido na Unifei poderá ajudar os diabéticos
Brasil » Interessa

Saúde. Desenvolvido pela Unifei, projeto envolveu várias áreas do conhecimento
Microchip poderá melhorar a qualidade de vida de diabéticos
Nível de insulina poderá ser monitorado sem perfuração
Andréa Castello Branco

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de Itajubá (Unifei) poderá contribuir para a melhoria da qualidade de vida de milhares de diabéticos. Um microchip acoplado a um biossensor poderá monitorar a quantidade de insulina no organismo acabando com a necessidade de perfuração constante a que estão submetidos os pacientes diabéticos.

Tales Cleber Pimenta, professor do Instituto de Engenharia de Sistemas e Tecnologia da Informação da Unifei, explica que o objetivo era fazer um circuito que fosse totalmente implantável e que aliviasse a forma de medir esse tipo de grandeza. "O nosso foco inicial é o material para medir nível de glicose, mas pretendemos implantar medidas de uréia, colesterol e oxigênio", explica Tales Pimenta, pós-doutor em circuitos integrados em baixa tensão e que coordena o desenvolvimento da pesquisa ao lado de Robson Luiz Moreno, doutor em implante, e Alvaro Queiroz, especialista em biossensores.

O funcionamento do microchip é relativamente simples se comparado ao grau de conforto que poderá oferecer aos diabéticos. Implantado logo abaixo da pele, ele é ligado a um material biossensor que fica em contato permanente com o sangue. O biossensor envia para o chip a dosagem de insulina presente no corpo e o chip transmite a informação, via sinal de rádio, para um aparelho que fica com o paciente. O intervalo da medição pode ser programado conforme a orientação médica, variando de minutos a dias.

O professor Tales Pimenta ainda tem planos mais ambiciosos para o projeto: quer incorporar ao chip funções que permitam armazenar na memória a identificação do paciente, seu tipo sangüíneo, alergias, os medicamentos que utiliza e outras informações de seu histórico de saúde. "Caso a pessoa chegue desmaiada ao hospital, basta passar o chip por um leitor que você terá todas essas informações. Com isso, o médico pode agir mais rapidamente e com mais segurança", diz o professor.

Financiada pela Unifei, Fapemig, Capes e CNPQ, o microchip equipado com biossensor ainda está em fase de desenvolvimento e deverá passar por testes clínicos antes de ser comercializado, o que deve levar cerca de dois anos. Atualmente, oito profissionais, entre professores e alunos, trabalham no projeto.


Flash

Futuro


A base da tecnologia poderá ser aplicada, no futuro, à medição da concentração de colesterol,
oxigênio e uréia, facilitando o trabalho dos médicos em caso de outras doenças



Milhares de pessoas serão beneficiadas

Atualmente, existem cerca de 250 milhões de diabéticos em todo o mundo, com 3,8 milhões de mortes por ano. Em 2025, o número global de pessoas com a doença deve chegar a 380 milhões, sendo que 80% desse total refere-se a habitantes de países pobres, onde há pouco ou nenhum acesso a tratamentos e medidas de controle do diabetes.

No Brasil, estima-se que, em 2010, a população com diabetes atinja a casa de 10 milhões de pessoas. Censo realizado no Brasil entre 1986 e 1989, pelo Ministério da Saúde, mostrou uma prevalência de 7.6% dos diabéticos entre 30 e 69 anos. Cerca de 50% deles não conheciam o diagnóstico. Em Minas, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, estima-se que haja 730 mil pessoas com a doença. Segundo dados do IBGE, em Belo Horizonte, são 140 mil diabéticos, a maioria (95%) do tipo 2, que começa a aparecer na maturidade e, apesar da alteração de glicose, o pa<CS8.5>ciente ainda produz insulina.

Publicado em: 08/12/2008



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